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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Mas afinal o que queria dizer Manuel Pino?

Manuel Pinho sai do governo como entrou, vítima da sua inabilidade politica. Muitos foram os episódios que marcaram a sua vida pública enquanto Ministro o que comprova o que há muito defendo, impõe-se um maior acompanhamento ao nível da formação politica dos independentes que, não poucas vezes são mal amados nos complexos meandros da política. Mais do que a “gravidade” do gesto, cujo significado ainda tento decifrar, foi o rosto de um homem manifestamente desconsertado e esgotado pelas dificuldades com que se deparou ao longo desta legislatura, que mais me impactou. A Assembleia da República já assistiu a ameaças de porrada (José Eduardo Martins / PSD), convites “vai para o c……” e outros mimos parlamentares, tem sido pois uma casa Portuguesa com certeza!
No entanto, apesar da inabilidade politica de Manuel Pinho, deve-lhe ser reconhecido mérito em vários domínios da Economia, com especial relevo, no sector das energias renováveis. Sócrates foi diligente ao conter os danos políticos que este facto teria junto da opinião pública / media, particularmente sensível em tempos de campanha eleitoral.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sócrates agradece

Há coisas que nunca mudam, por mais voltas que o mundo dê. O PSD e o CDS nada parecem ter aprendido com o desastre da sua ultima governação, pretendem tomar o poder com as mesmas figuras responsáveis pelo descalabro em que o Pais se afundou nos últimos tempos é a constatação da extrema dificuldade que a direita não se consegue reinventar e apresentar uma verdadeira alternativa de governo.
Para quem tinha esperanças de uma nova direita, a votação favorável da moção de censura ao governo apresentada pelo CSD não passa de uma tentativa de ensaiar o regresso aos tempos de Santana/Portas, agora com MFL, ainda por cima menos lúdica que o seu antecessor. Apartes fora, não tenho qualquer dúvida que esta aliança parlamentar vem mesmo a calhar a Sócrates que vai, seguramente, sublinhar o óbvio – lá estão os mesmos de sempre a tentar sofregamente lutar pelo poder.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Hienas

Não é fácil ignorar o espectáculo vergonhoso com que os deputados da comissão de inquérito tem tratado o caso! Não me refiro aos trabalhos propriamente ditos, mas sim ao tratamento diferenciado que tem dado aos visados pelo inquérito. A inexplicável deferência, e até submissão, com que os deputados "interpelam"alguns dos principais responsáveis pela roubalheira do BPN, em claro contraste com as inflamadas declarações proferidas nos intervalos para o cigarro da praxe, salta à vista de qualquer um. Ontem, durante a interpelação de Victor Constâncio, foi evidente a total ausência de urbanidade por parte de aqueles que pareciam sofregamente disputar a liderança no campeonato da má educação e arrogância persecutória.
Não restam dúvidas que o poder económico verga tudo e todos. Eventuais facilidades e favores familiares? talvez, nunca saberemos!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tempo de antena gratuito

Apesar de reconhecer que, provavelmente pela 1ª vez, o Parlamento tem realizado um bom trabalho nesta comissão de inquérito, infelizmente também tem sido instrumentalizada pelos principais responsáveis da recente crise financeira no BPN e no BPP. Ontem foi a prova mais gritante disso mesmo, Oliveira e Costa apresentou-se no parlamento com um guião bem estudado, esgotou os intervenientes pelo cansaço com retória e variadissimas considerações durante 3h, antes das interpelações dos deputados.
Oliveira e Costa, apresentou-se descontraido e confiante para nada dizer sobre as causas e destinos do buraco financeiro ou sobre o Banco Insular, apenas dedicou tempo de sobra ao ajuste de contas com os seus ex-homens de confiança, com especial carinho para o Conselheiro de Estado. A presença no Parlamento apenas serviu os interesses de Oliveira e Costa e não do apuramento da verdade.
Será agora espectável que os casos Freeport/Lopes da Mota e Dias Loureiro regressem novamente às gavetas dos partidos do Bloco Central.
A lógica è semelhante à de um grupo de amigos que vão jogar futebol no fim-de-semana, apesar de serem amigos tem de se dividir em lados opostos do campo para no final do jogo se reunirem novamente para a almoçarada da praxe!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Mensagem de Belem II

Há quem surja já freneticamente entusiasmado com a possibilidade do fim da cooperação institucional entre o Governo e o Presidente (mesmo aqueles que, por 2 vezes, votaram a favor do diploma e agora se abstiveram, apesar de o criticarem ferozmente). A confirmar-se o conflito institucional, e que se traduziria numa espécie de guerra fria e oposicionista ao governo, estaríamos, então, perante um caso de extrema gravidade! Seria a assunção de que a Presidência da Republica e o seu relacionamento com os restantes órgãos de soberania pode ser submetido a uma espécie de Vendeta Presidencial. Ora, se assim fosse teríamos todos que reequacionar o papel de Cavaco Silva... !

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Inexplicávelmente absurdo

Não existem motivos que possam justificar a inclusão da norma do Código do Trabalho que alargava de 90 para 180 dias a duração do período experimental, a não ser fazer o frete ao patronato. Esteve francamente mal o Governo, é caso para dizer, não havia necessidade!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Parlamentarismo Bipolar

Guilherme Silva (o Justiceiro):
Ausência de deputados nas votações é "inaceitável"
Hoje, Guilherme Silva revelou-se indignado com as faltas dos deputados, adiantando que não há nada que "justifique a irresponsabilidade de uma ausência e de uma ausência num momento relevante".
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Guilherme Silva (o Porreiro):
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É desta maneira, quase infantil, que o PSD desperdiça todas as oportunidades que se lhe apresentam de "lavar a cara" perante o País e o seu eleitorado. No mesmo dia diz-se uma coisa e o seu contrário, é caso para dizer, no partido deveriam submeter-se todos à disciplina do voto de silêncio.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Caius Julius Caesar

Bastam uns dias fora do País para recuperarmos a nossa capacidade de assombro.
  1. Afinal as grandes fortunas nacionais são um bem a preservar.
  2. Os professores continuam irredutíveis na sua luta em manter o status quo da classe.
  3. O BE assume que não é geneticamente compatível com o exercício do poder.
  4. MFL e o PSD mantém a esperança de se atribuírem a eventual perca da maioria do Partido Socialista (ainda que a ameaça venha da esquerda e não da direita).
  5. O PCP continua, inexplicavelmente, a sobreviver numa espécie de RTP memória.
  6. Na Madeira a obscenidade é tanta que é o próprio PSD que decide censurar o Parlamento.
Citando Caius Julius Caesar (100-44 AC) "Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar."

sábado, 15 de novembro de 2008

Quem sai aos seus não degenera

«O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Madeira, Coito Pita, garante que a decisão é irreversível. Apesar de não referir quais os motivos da sua demissão, a edição deste sábado do Diário de Notícias avança que, o deputado social-democrata abandonava o cargo em protesto pela forma autoritária e independente como o líder da bancada parlamentar Jaime Ramos e o seu filho, Jaime Filipe Ramos, têm dirigido os deputados do PSD Madeira.»

Apesar da politica na Madeira ser um negócio familiar, não está isenta de desavenças, ainda que normalmente fiquem dentro de portas. Compete agora ao chefe Jardim restabelecer a ordem na família!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Corre Mendonça..corre!

(foto "plagiada" da autoria de Nuno Barata da ilhadasflores)
«Presidente da Assembleia legislativa da Madeira defende mais poderes para o cargo Miguel Mendonça defende que ele ou quem no futuro o substituir no cargo deve ter poderes para suspender de funções um deputado. A actual lei não o permite, por isso, o presidente da Assembleia legislativa da Madeira garante que vai pressionar o Chefe de Estado.» TSF

Isto é a clássica corrida para a frente, depois de se ver com ela até ao pescoço, resta-lhe agora dizer que, aquilo que foi uma grosseira falta de respeito pelos valores democráticos, deveria no futuro integrar as suas normais atribuições e competências. O sr. tem ainda o desplante de mandar recado para Belém. É caso para dizer Cavaco Silva pôs-se a jeito.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Entre Cavaco e a parede

As questões levantadas pela Presidência relativamente ao Estatuto Político-administrativo dos Açores também me parecem pertinentes, apesar de não revestirem da gravidade que lhe foi atribuída. Levantam-se agora vozes críticas quanto à possibilidade de que o Estatuto venha a ser confirmado pela Assembleia da República, acusando o PS por antecipado de ser irascível na sua posição. Importa ter presente que o Estatuto foi aprovado por unanimidade parlamentar, ainda que com um número recorde de inconstitucionalidades, tendo todas as matérias controversas sido devidamente alteradas em conformidade. O que é verdadeiramente incompreensível é que o Presidente mantenha o seu veto político sobre o diploma sem que as questões que lhe causam urticária tenham sido remetidas à apreciação do Tribunal Constitucional, tendo em conta, sobretudo, que o Parlamento fica agora numa situação ingrata, seja qual for a sua decisão. Das duas uma, ou o Presidente quer medir o alcance real das suas posições politicas ou teve receio de perder a face com uma eventual decisão favorável por parte do TC. Para além de Francisco Louça, ainda não ouvi ninguém criticar o Presidente por estar gratuitamente a criar uma situação tensa entre ambos os órgãos de soberania. O País não merece perder energias nem esforços com esta matéria!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

he did it again!

« Presidente veta revisão do estatuto político dos Açores. »
Nada de diferente do que aqui foi dito, a Presidência fez o que entendeu melhor, agora resta apenas aguardar pela decisão do outro órgão de Soberania, o Parlamento. O resto é ruído inútil, que apenas serve para aproveitar quem, desesperadamente, procura retirar dividendos políticos dos factos que lhe são totalmente alheios.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Charada Parlamentar

Mal esteve o PS em não querer correr o "risco" de ver aprovada uma proposta de lei apresentada por outra bancada. O PSD também não esteve melhor por não ter perdido a oportunidade de se pôr de bicos de pés para aproveitar o momento, apesar de nada ter sido dito de diferente quando MFL se pronunciou sobre a utilidade Matrimonial da procriação .

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O Estado da Nação IV


foto"emprestada" da camaradecomuns

Paulo Rangel diz que «PSD não está contra obras públicas em geral nem nenhuma em concreto»
O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, declarou esta quinta-feira que o seu partido «não está contra obras públicas em geral nem nenhuma em concreto», apenas exige conhecer os encargos financeiros anuais para o Estado.

«Agora, senhor primeiro-ministro, o PSD exige saber, nas circunstâncias actuais, com a actual evolução da economia internacional, qual o encargo financeiro que o Estado tem com cada investimento e com cada obra», acrescentou.
Paulo Rangel sublinhou que «é muito simples, é trazer uma folha A4 ao Parlamento que diga: investimento A, encargo financeiro X, investimento B, encargo financeiro Y, ano a ano e por décadas».

Sem se referir às estradas, primeiro-ministro disse a Paulo Rangel, a propósito do TGV: «O senhor deputado não quer ir à Internet, muito bem, olhe, eu trouxe os estudos.»


sei lá, digo eu:
Ou muito me engano ou estreante Rangel vai ter de se afincar mais nos próximos debates. Uma coisa é falar na Radio e Tv, outra é ir ao Parlamento no Debate sobre o Estado da Nação tentar definir o posicionamento do maior partido da Oposição.
Sugira-se ao PSD que tente, no futuro, ser mais coerente, nem que para isso PR e MFL tenham que almoçar juntos 3 vezes por semana.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O Estado da Nação III

O duelo...
Estou a ouvir na TSF como o Deputado Francisco Louça e o 1º Ministro se enfrentam num duelo sem clemencia!

Cada vez mais me convenço que o inimigo do PS senta-se à sua esquerda e não à sua direita!!