É sabido que tanto Sócrates como Louça estão habituados a resistir às farpas um do outro, atendendo aos acessos debates travados no Parlamento. No entanto, existe um elemento novo que terá sido crucial no debate de ontem, Louça, provavelmente pela primeira vez, teve de defender um programa de governo do BE. Sócrates conseguiu habilmente expor as muitas fragilidades de um partido, que afinal de contas, se viu obrigado a sair da sua zona de conforto (partido de protesto e de causas) ao apresentar soluções verdadeiramente alternativas. Eis então que vimos uma prestação francamente aquém daquilo a que nos tem habituado Francisco Louça. Sócrates conseguiu demonstrar que o voto útil não é apenas uma questão de retórica oportunista é um facto insofismável e que o entendimento à esquerda com o BE não é, nem seria, tarefa fácil (ao contrário do CDS-PP). Sócrates conseguiu assim passar uma prova que se antevia particularmente difícil com mestria e habilidade, resta-lhe agora o confronto com Manuela Ferreira Leite, sendo que as expectativas à partida são perigosamente altas para José Sócrates e confortavelmente baixas para Manuela Ferreira Leite.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
Joaninha voa voa...que o Louça já está à toa
Confesso que não conheço os detalhes da mais recente polémica que envolve o “convite” endereçado à ex deputada Joana Amaral, apesar de já ter tido a oportunidade de ouvir as respectivas versões dos visados. Parece óbvio que apenas resta ouvir à visada em todo este assunto. Ainda assim não consigo vislumbrar o cerne da questão. Se Sócrates tivesse convidado a Joana Amaral ou qualquer outra figura a integrar as listas de candidatos a deputados do PS, directa ou indirectamente, poderia isso ser visto como algo indigno ou impróprio?! Francisco Louça afirma que José Sócrates terá oferecido um cargo no Estado a Joana Amaral Dias em troca de apoio partidários, não esclarece se o cargo terá sido oferecido no caso de se confirmar uma nova legislatura do PS ou seria para ocupar o referido cargo durante os 60 dias restantes da actual legislatura, coisa que seria ridiculamente improvável. Se a “oferta” se refere a uma próxima legislatura, deveria então Francisco Louça ficar radiante pois isso seria porventura um sinal, uma abertura a um eventual entendimento pós eleitoral entre o PS e o BE.
Aguardo com curiosidade pelas declarações de Joana Amaral, quem se transformou mais uma vez no centro das atenções, desejada por muitos ainda que envergonhadamente por alguns.
Aguardo com curiosidade pelas declarações de Joana Amaral, quem se transformou mais uma vez no centro das atenções, desejada por muitos ainda que envergonhadamente por alguns.
sábado, 6 de setembro de 2008
Bem poderia ser »PSD não será Governo em 2009«
Politólogos prevêem vitória do PS

"Os resultados da sondagem confirmam uma tendência de descida gradual e lenta do PS e um movimento contrário por parte das intenções de voto no PSD. Mas na leitura desta evolução, que tem cerca de um ano, nem António Costa Pinto nem Carlos Jalali (ambos politólogos) interpretam qualquer risco para a vitória socialista em 2009. E se para Costa Pinto as sondagens no último ano e meio "têm sido muito firmes na ausência de maioria absoluta", Jalali admite que, se a um ano de eleições o PS consegue ter 39% das intenções de voto, a maioria absoluta (43%) "não é um caso perdido". Este professor da Universidade de Aveiro encontra, na leitura das sondagens, factores que abrem a janela da maioria absoluta ao PS: "O elevado número de eleitores que ainda não decidiram o sentido de voto" - 22,6% de inquiridos que não sabem ou não respondem - e o facto de ser poder, dão-lhe a prerrogativa de apelar ao voto através das políticas que propõe. Há ainda a subida dos partidos de esquerda, uma reserva de eleitores a que o PS pode recorrer numa estratégia de voto útil. Já para o professor do ISCTE, "sem alguma chantagem eleitoral é pouco provável que algumas intenções de voto que se têm manifestado no BE e até no PCP regressem ao PS".
Veja o gráfico das intervenções de voto no último ano (clique na imagem para ver o documento em formato PDF) Não são muito boas as notícias para o maior partido da oposição, apesar da tendência de subida lenta, e mais acentuada desde que Manuela Ferreira Leite é líder. Como refere Jalali, não resta ao PSD senão esperar "que o PS não consiga inverter esta tendência" e manter "uma imagem de seriedade e de alternativa responsável que possa convencer os muitos indecisos". Também para Costa Pinto, o PSD deve "marcar uma alternativa de políticas (emprego, investimento estrangeiro, reforma da segurança social), mas mantendo certos pressupostos sociais-democratas" e mobilizar "os segmentos da chamada sociedade civil de elites próxima do partido". "Chicotadas eleitorais", como refere Costa Pinto, só aconteceriam "com base em factores de crise" que não se vislumbram, ou perante a "emergência de escândalos".
"Não é provável" a interferência do Presidente da República, através de intervenções autónomas, que, como refere Costa Pinto, "são importantes mas imprevisíveis". Porque, acrescenta, "as intervenções na esfera dos valores podem dividir o próprio bloco centro-direita e não são previsíveis manobras eleitoralistas na política económica e social do Governo".
Cavaco Caiu
José Sócrates - É o único não remodelável do seu governo, segundo a sondagem de popularidade. Num governo em queda, com saldos negativos de 25%. o líder desse Executivo segura-se com um "score" de 19,4%, só batido pelo Presidente da República
Francisco Louçã - O líder do Bloco de Esquerda lidera em popularidade toda a oposição, quer seja a de esquerda quer a de direita. Desceu 1,8%, mas mantém-se com saldo positivo de 0,5%.
Manuela Ferreira Leite - A presidente do maior partido da oposição, no estudo de popularidade, não descola dos restantes companheiros do lado do contrapoder. Mantém-se com um saldo positivo (0,3%), embora tenha descido 1,7% este mês.
Paulo Portas - Está no limite mínimo de popularidade com um saldo de 0,1%, resistindo, este mês, a uma queda de 1,1%. "
José Sócrates - É o único não remodelável do seu governo, segundo a sondagem de popularidade. Num governo em queda, com saldos negativos de 25%. o líder desse Executivo segura-se com um "score" de 19,4%, só batido pelo Presidente da República
Francisco Louçã - O líder do Bloco de Esquerda lidera em popularidade toda a oposição, quer seja a de esquerda quer a de direita. Desceu 1,8%, mas mantém-se com saldo positivo de 0,5%.
Manuela Ferreira Leite - A presidente do maior partido da oposição, no estudo de popularidade, não descola dos restantes companheiros do lado do contrapoder. Mantém-se com um saldo positivo (0,3%), embora tenha descido 1,7% este mês.
Paulo Portas - Está no limite mínimo de popularidade com um saldo de 0,1%, resistindo, este mês, a uma queda de 1,1%. "
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