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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Derrota clamorosa!

Não haverá outra leitura face ao varrimento eleitoral da Esquerda, com especial incidência sobre o PS e o BE, apesar de as causas serem bem distintas.

O Bloco de Esquerda - Renegou a possibilidade de ser diferente do PCP e de se apresentar como uma verdadeira alternativa de esquerda democrática e responsável. Nesta campanha ficou bem patente que aquilo que separa o BE do PCP, para além da idade do partido e dos militantes, é a capacidade de implementação na sociedade, sobre tudo ao nível das forças sindicalistas e representação autárquica. Ao Bloco não restam sequer as causas fracturantes que em tempos mobilizaram as ruas da capital.

O Partido Socialista - Não conseguiu evitar o mesmo destino de todos os partidos que tem estado na governação durante o impacto da crise financeira na UE. José Sócrates demite-se com grande elevação e dignidade, abrindo o partido à renovação, mas permitindo, sobretudo, que os partidos agora vencedores possam governar sem que a sua presença continue a comprometer a sua lucidez, clarividência e a tão aguardada paz de espírito.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Uma reflexão também, mas mais politizada ...

Numa situação em que os potenciais votantes de um partido são unanimemente apelidados, nos meios de comunicação dominantes, de pouco inteligentes, interesseiros, comprometidos, coniventes, irresponsáveis "and so on" (numa versão ultra ligeira do que realmente se diz), e em que todos os outros são tidos como inovadores, livres e libertadores, na hora em que o telefone toca e uma voz estranha lhes entra em casa a perguntar: "em quem vai votar", não haverá, em muitos casos, alguma inibição em responder?

Este fenómeno estará estudado?
Nota: Comentário da caixa do blog Margens de Erro do Pedro Magalhães. 

 

domingo, 22 de maio de 2011

Ganhar perdendo...

Ainda sobre o debate Passo Coelho e José Sócrates. Em primeiro lugar, acho que o debate foi desordenado, pouco esclarecedor e nada fluido. As repetitivas tiradas de ambos não ajudaram muito. José Sócrates foi fiel à estratégia de culpabilização do Passo Coelho por ter somado uma crise política há crise financeira e cujo resultado é por todos sobejamente conhecido. Quanto a Passo Coelho, julgo que a sua prestação esteve ao nível das restantes com uma pequena grande diferença, conseguiu sobreviver a José Sócrates. Passo Coelho partiu para este debate com apenas um objectivo, o de evitar a humilhação. Teve sucesso, conseguiu uma prestação até razoável, o que não é coisa pouca perante um dos políticos mais hábeis e experientes. José Sócrates não esteve ao nível que nos tem habituado, provavelmente pelo facto de tratar-se de um adversário sem história e sem passado político, logo, pouco escrutináveis. Uma coisa que me surpreendeu bastante foi a falta de confiança e até de conhecimento que Passos Coelho demonstrou nas medidas do programa do PSD. É suposto o incumbente acreditar, defender e transmitir segurança nas ideias que pretende implementar, e por maioria de razão procurar a sua discução e sobretudo o seu escrutínio público e político. Ora, isso não sucedeu, pelo contrário, Passos Coelho, em determinado momento chegou mesmo a admitir que não estaria disposto a discutir o seu programa, preferindo manter-se fiel aos sond-bites de campanha. José Sócrates não perdeu o debate, mas ficou aquém das expectativas. Passo Coelho, apesar de não vencer o debate, superou as expectativas. Temos então um perdedor-ganhador e um ganhador- perdedor.
Se Passo Coelho fosse metade daquilo que os comentadores políticos dizem ser, as sondagens seriam avassaladoras…!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pecados de Amor...

É com estupor que assistimos ao desenrolar do guião desta novela Mexicana, cada vez mais Lusitana. Passo Coelho já se apresenta como o herdeiro da fortuna e Paulo Portas como a servente enamorada do Patrão, apesar dos arrufos pré-nupciais que habitualmente antecedem a consumação do acto.

Enquanto isso, incrédulos e em desgraça, após terem notificados do iminente despejo da Mansão que outrora governaram, surge José Sócrates, ex-tutor do falecido, acompanhado de Teixeira dos Santos, seu fiel mordomo. Ambos tentam, em vão, convencer os herdeiros que, apesar das circunstancias ambos são merecedores de confiança, devendo, por isso, permanecer na Mansão.

Novela que se preze, tem de saciar a vontade ao noveleiro especulador, os “vilões” são empurrados para a desgraça, onde lhes aguarda sempre o mesmo destino, em contraponto com uma romântica e apaixonada cerimonia de consagração do amor eterno entre a "servente" e o "herdeiro" …

sábado, 12 de março de 2011

Xeque-mate?

Chegou a hora, o PSD não pode continuar a adiar o "assalto" ao poder, os membros do partido, que há muito aguardam pelo regresso à liderança do Estado, não lhe perdoariam um novo adiamento sob pena de PPC ver a sua liderança seriamente questionada. Sócrates desdobra-se em multiples esforços e acrobáticas demonstrações de rigor e disciplina orçamental para tentar (em vão) convencer os ditos "mercados" de que afinal aprendemos a lição e nos redimimos por termos, afinal de contas, feito aquilo que então o mercado queria, Consumo e mais Consumo. Pois bem, as novas medidas foram bem recebidas em Bruxelas, que as enquadra no âmbito do compromisso assumido pelo PS e PSD nos sucessivos PEC´s.
O problema é que o PSD não crê que seja sustentável politicamente manter a colagem às medidas tão impopulares que o Governo tem implementado, nem que para isso tenha de inviabilizar a aprovação de medidas complementares de rigor orçamental, acusando-o de falta desse mesmo rigor! O momento que marcou o início de uma grave crise política em cima de uma financeira, foram as incendiárias declarações de Cavaco na tomada de posse, que tiveram o condão de acicatar o Governo por um lado, com uma verdadeira declaração de guerra, e por outro encurralando a liderança do PSD para que se perfilasse como uma alternativa de governo, muito mais cedo do que PPC desejaria.
Não é difícil antecipar um cenário de eleições, a dúvida que persiste é se por será pela via da moção de censura ou por iniciativa do próprio Governo, uma coisa é certa, para além dos tostões, chegou também a hora de contar espingardas...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Uma boa colheita...!

Bem sei que este post vem tarde e a más horas, ainda assim, PARABÉNS António Costa!!! Conseguiu sem muletas um resultado verdadeiramente meritório na Câmara Municipal de Lisboa. Também ao PS que melhorou consideravelmente a sua implementação ao nível do poder local, sendo inclusive o partido mais votado das eleições. Temos no lado oposto um PSD que agoniza ao mesmo tempo que a sua líder movida apenas pela absessão de vingar o seu carrasco nestes que são os derradeiros dias do seu inglório consulado. Um esquizofrénico Bloco de Esquerda que se debate constantemente entre a critica e a aversão ao compromisso. O Partido Comunista resiste no poder local à custa da sua veterana e saudosista militância . E por último um CDS sem expressão nacional que continua refém de one man show, já Santana Lopes parece mesmo condenado a andar por ai.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Disparate jornalistico do dia

Santana ganharia Lisboa mas sem maioria absoluta

Cada eleição é um caso, mas se os resultados das legislativas se repetissem em Lisboa,Santana Lopes seria o novo presidente da Câmara . Elegeria 8 vereadores (contra 7 deAntónio Costa ), mas ficaria a cerca de 12.300 votos da maioria absoluta. Expresso


Eis um exercício que roça o ridículo, afirmar isto equivale a dizer que o PS ganharia a maioria das Câmara Municipais caso fosse possível e plausível transpor os resultados das legislativas para as Autárquicas. Pírrica tentativa de construir um cenário eleitoral que não têm a mínima correspondência com realidade!

domingo, 27 de setembro de 2009

Alice no País das Maravilhas

Os Vencedores da Noite em que o PS ganhou as eleições

PSD - «o voto dos portugueses» permitiu retirar a maioria absoluta ao PS»

CDS - «objectivo cumprido da «derrota da maioria absoluta do PS»

BE - «não concedido uma maioria absoluta ao PS«

CDU - «estas projecções indicam que existe uma «vontade de mudança»

Disparate do dia de Reflexão

“Pela minha parte, mantive escrupulosamente e com o maior rigor o compromisso de total isenção e imparcialidade em face dos diversos partidos" by Cavaco Silva

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Agora é à Guterres ”É...fazer as contas”

A Politica fica em silêncio até ao dia 27. Durante os próximos dois dias, surge uma oportunidade de olhar outras coisas igualmente interessantes e bastante mais lúdicas. Mas pelo amor de Deus Vote em Branco, Amarelo, Vermelho, Laranja, Rosa, Verde... mas VOTE!!! Já imaginou o que seria não poder azucrinar a cabeça aos políticos..?!

Disparate do dia

Confiante na vitória? - «Claro, claro, claro, de outra maneira era o fim do país» by MFL

Farpa: Talvez seja do Cavaquismo...

Momento MasterCard by Pacheco Pereira

Um voto no PSD = 25€. Assistir a Pacheco Pereira afirmar na Sic-Noticias que o Presidente Cavaco não deveria viabilizar um Governo PS/BE =Priceless! No "mercado eleitoral" do PSD os votos à esquerda parecem não valer sequer uns míseros cêntimos...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estranho apelo ao voto no PS!

«Eleitores têm de escolher “entre a responsabilidade e a irresponsabilidade”, adverte Francisco Louçã do BE
O que terá levado o BE a adoptar o slogan utilizado pelo PS para atacar...o Bloco!?

Se o desejo engravidasse...tínhamos prole

«Se quiser acabar com o governo PS de José Sócrates, só há uma maneira. Votar no PSD. Se não quiser, há várias maneiras de o manter em funções. Pode votar no PS, no CDS, no PCP, no BE, no MEP, não votar, votar nulo, etc, etc... O voto no PSD não é um voto útil, é um voto utilíssimo. Depende do que quiser, claro. É uma escolha, responsabilidade de cada um.» José Pacheco Pereira

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Aníbal não dá Cavaco a Ninguém III

Impeachment (pron. IPA: /ɪm'pitʃmənt/) sua tradução literal é impugnação de mandato, um termo do inglês que denomina o processo de cassação de mandato do chefe do Poder Executivo, pelo congresso nacional, as Assembléias estaduais e Câmaras municipais para países presidencialista, aos seus respectivos chefes de executivo.
No caso do parlamentarismo a responsabilidade é do parlamento nacional. A acusação, parte normalmente do congresso ou Parlamento. A denúncia crime válida em qualquer tipo de Governo pode ser, por crime comum, crime de responsabilidade, abuso do poder, desrespeito as normas constitucionais ou violação de direitos pétrios, previstos na Constituição. Em vários países da Europa, usa-se o termo moção de censura, pois a origem da moção é de iniciativa do Parlamento, acrescido do termo político perda de confiança, quando então o parlamento nacional, não confia mais no Presidente e respectivo primeiro-ministro, obrigando-o a renunciar e todo seu gabinete.
Wikipédia

Aníbal não dá Cavaco a Ninguém II

"Imaginemos que um assessor de Sócrates combinava um café com um jornalista de um jornal e dava informação sobre o Presidente, de que este teria mandado espiar o PM, e sugere que inicie a investigação jornalística nos Açores para, quando se soubesse da fuga de informação, se pensasse que teria partido do gabinete de Carlos César. O jornalista envia um e-mail para o correspondente do jornal na Terceira e alguém no jornal, com acesso ao e-mail, indignado com a tramóia, decide fazer forward para um outro jornal (o Público, por exemplo). Se o Público decide publicar a notícia e o e-mail, viria Constança Cunha e Sá criticar a decisão? Certamente que não"

Não resisti a colocar este notável exercício da autoria do Ricardo Sardo do Pátio das Conversas.

ALGUÉM SABE RESPONDER A ESTAS 3 QUESTÕES?!
Porque razão o público demorou 18 meses a publicar esta notícia?!
Foram 3 jornais que tiveram acesso à informação, porque apenas o DN a publicou?
Porque é que o PSD e MFL não querem sequer falar do caso depois de ter andado a denunciar o Governo de Asfixia Democrática?!

Aníbal não dá Cavaco a ninguém!

Cavaco falou finalmente. Não o fez para esclarecer o ruído que se instalou à volta das "supostas" escutas do Governo à Presidência da República, aproveitou para acentuar as referidas suspeitas ao prometer futuras declarações sobre "questões de segurança"para depois das eleições, a coberto de não querer perturbar a campanha eleitoral. Ora, Cavaco, apesar de não ter perfil para o cargo que ocupa, não é tonto nem ingénuo ao ponto de não saber que essas declarações ocupariam lugar de destaque na campanha a uma semana das eleições. A candidata MFL agradece...!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quem aproveita as Sondagens?!


Já lá vai o tempo em que o resultado de uma sondagem como esta seria motivo de euforia e desanimo para muitos eleitores e a população em geral. Hoje, tendo em conta o momento político que o País vive, as sondagens equivalem às previsões feitas sobre a Economia Mundial e sobre a Meteorologia. Muitas teorias existem a respeito do seu efeito - "o seguidismo do élan de vitória", "o efeito desmobilizador da vitória, maior abstenção", "a mobilização face ao cenário da derrota, e o seu contrário", enfim, vale o que vale, e cabe a cada um de nós decidir em consciência e liberdade!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

As Quatrocentas Nobres Verdades de uma espécie de Buda

Algumas pessoas parecem ter colocado a Sr.ª numa espécie de pedestal, como se de alguém sobredotada se tratasse, uma espécie de Guru, muito acima das coisas mundanas que caracterizam as nossas miseráveis e insignificantes vidinhas, cheias de trivialidades e coisas fúteis... Não admira portanto que, quando a Sr.ª se dá ao trabalho de nos visitar para mais um ensinamento, não esteja muito à vontade, afinal de contas este País não é merecedor de tanta graça divina!