Ou muito me engano ou os jornalistas/comentadores vão achar graça e até vão enfiar a carapuça de Pintelheiros! Sinais dos Tempos...O problema é que os Pintelhos que tanto incomodam Eduardo Catroga são os Chatos e incomodos momentos, cheios de contradições e trapalhadas, que habitualmente caracterizam as explicações sobre medidas do seu programa!
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quinta-feira, 12 de maio de 2011
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
WikiLe∆ks
Julian Assange, o criador daquele que pretendia ser uma referência à liberdade de informação, ficará na história como o principal cúmplice de uma eventual acção dos governos na imposição da censura à internet. O Direito à informação, como qualquer direito, não é uma conquista absoluta, irreversível e sequer ilimitada. Este site poderia ter dado um notável contributo para o jornalismo de investigação, em vez disso, escorregou pelos caminhos da anarquia, levando por vezes a provocação a níveis de irresponsabilidade quase criminosos, como aconteceu com a mais recente publicação de uma lista secreta de locais sensíveis em todo o mundo que os Estados Unidos desejam proteger de ataques terroristas.Não será WikiLeaks, afinal de contas, o espelho do seu criador, um homem com um complexo sistema de valores e percepções esquizofrénicas sobre si e o resto do mundo...?!
domingo, 5 de setembro de 2010
Confortável Silêncio
Não ter opinião formada antes da sentença e um acto de responsabilidade e prudência. Manter a presunção de inocência após sentença de condenação e não passa de uma manifestação de capricho e de rebeldia! Ninguém parece acreditar que algum dos condenados no processo cumprirá qualquer pena efectiva o que não invalida que a sua situação de condenados se esfume por arte de magia. Os factos, esses foram, na sua esmagadora maioria, dados como provados, aquilo que será freneticamente escalpelizado nas instâncias superiores são sobre tudo os formalismos processuais e o emaranhado jurídico que seguramente se instalou num processo com estas caracteristicas. É curioso ver como a esmagadora maioria dos comentadores de ofício que diariamente nos presenteiam com as suas doutas opiniões sobre um gato e um par de botas, manifesta uma inusual cautela e até mau estar quando lhes pedem que comentem a sentença condenatória no caso da Casa Pia. O argumentário não se afasta muito das criticas à justiça que ouvimos em qualquer transporte público "Se a justiça não presta, portanto, não temos de acreditar nas suas decisões", "Quantos deveriam também ter estado sentados no banco dos réus?!" Talvez esperassem um desfecho diferente, um cenário ao qual já se habituaram e que certamente lhes daria mais matéria para comentar sobre o estado calamitoso em que se encontra o país! Desta vez parece que os nossos opinadores foram apanhados de calças na mão (salvo seja).
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Bem me quer, Mal me quer...
O país enfrenta à semelhança do que sucede na Venezuela, uma politização excessiva personificada à volta do 1º Ministro, o que não é bom para a qualidade da nossa democracia. Mas não é menos verdade que a Comunicação Social muito tem contribuído para isso! Chegou o momento de debater os verdadeiros problemas que preocupam aqueles que não tem tempo de antena, nem colunas de opinião, e que enfrentam com sérias dificuldades os seus compromissos financeiros!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Back to Basics
Contra factos, a narrativa
“O primeiro-ministro é mentiroso”. Esta asserção é o centro da narrativa sobre o envolvimento de Sócrates na tentativa de compra da Media Capital pela PT.
Em Junho, da primeira vez que foi confrontado na AR com a possibilidade de negócio, alegou desconhecimento. A narrativa, devidamente baseada em escutas descontextualizadas, sugere-nos que Sócrates mentiu aos deputados. Vozes da "política de verdade" têm, aliás, alegado o mesmo. Somos levados a acreditar na imagem de um primeiro-ministro mentiroso. Tudo vai nesse sentido. Tanto mais que Sócrates tem revelado uma preocupação inusitada com o que a comunicação social diz de si, o que se traduzirá automaticamente num impulso controleiro de facto. Conclusão: Sócrates não só saberia do negócio como seria autor moral da sua concretização. E se não tiver sido assim?
A pergunta é tão insólita que ninguém está disposto a colocá-la. A tendência é de tal modo claustrofóbica que se surgirem factos que contrariem a narrativa, ninguém quererá saber da força dos factos. Contra factos, o que conta é a narrativa, ardilosamente construída.
Depois de três meses fechado numa gaveta, contribuindo para o adensar das suspeitas, na sexta-feira passada foi tornado público o despacho de arquivamento do Procurador-Geral da República - que, ao contrário de nós que conhecemos apenas o que os media querem que conheçamos, contactou com a integralidade dos elementos processuais. O despacho não só é claro, como transcreve uma escuta censurada pelo SOL e que contradiz na raiz a tese do pasquim. Antes de mais, para Pinto Monteiro "não existe uma só menção de que (o primeiro-ministro) tenha proposto, sugerido ou apoiado qualquer plano de interferência na comunicação social. (...) Ao invés, há nas escutas notícia do descontentamento do primeiro-ministro, resultante de não terem falado com ele acerca da operação". E aqui chegamos à escuta de uma conversa entre Rui Pedro Soares e Paulo Penedos, cirurgicamente censurada pelo SOL: "devia ter tido a cautela de falar com o Sócrates... não falei e o gajo não quer o negócio. Era isto que eu temia. Acho que o Henrique não falou com ele, o Zeinal não com falou com ele... eh pá.. agora ele está todo fodido. Está todo fodido e com razão."
Sócrates não só desconhecia o negócio, como estava contra a sua realização. Fica assim provado o que é verdadeiramente pornográfico: a irrelevância deste facto perante o que aparentava ser uma boa história. Só assim se explica o carácter quase clandestino das revelações de sexta-feira. Ninguém duvida que a relação de Sócrates com os media criou um clima propício a esta narrativa, que há no enredo personagens muito pouco recomendáveis e muito por explicar, mas convinha que não se tomassem como bons, de modo tão crédulo, episódios que afinal não existiram.
“O primeiro-ministro é mentiroso”. Esta asserção é o centro da narrativa sobre o envolvimento de Sócrates na tentativa de compra da Media Capital pela PT.
Em Junho, da primeira vez que foi confrontado na AR com a possibilidade de negócio, alegou desconhecimento. A narrativa, devidamente baseada em escutas descontextualizadas, sugere-nos que Sócrates mentiu aos deputados. Vozes da "política de verdade" têm, aliás, alegado o mesmo. Somos levados a acreditar na imagem de um primeiro-ministro mentiroso. Tudo vai nesse sentido. Tanto mais que Sócrates tem revelado uma preocupação inusitada com o que a comunicação social diz de si, o que se traduzirá automaticamente num impulso controleiro de facto. Conclusão: Sócrates não só saberia do negócio como seria autor moral da sua concretização. E se não tiver sido assim?
A pergunta é tão insólita que ninguém está disposto a colocá-la. A tendência é de tal modo claustrofóbica que se surgirem factos que contrariem a narrativa, ninguém quererá saber da força dos factos. Contra factos, o que conta é a narrativa, ardilosamente construída.
Depois de três meses fechado numa gaveta, contribuindo para o adensar das suspeitas, na sexta-feira passada foi tornado público o despacho de arquivamento do Procurador-Geral da República - que, ao contrário de nós que conhecemos apenas o que os media querem que conheçamos, contactou com a integralidade dos elementos processuais. O despacho não só é claro, como transcreve uma escuta censurada pelo SOL e que contradiz na raiz a tese do pasquim. Antes de mais, para Pinto Monteiro "não existe uma só menção de que (o primeiro-ministro) tenha proposto, sugerido ou apoiado qualquer plano de interferência na comunicação social. (...) Ao invés, há nas escutas notícia do descontentamento do primeiro-ministro, resultante de não terem falado com ele acerca da operação". E aqui chegamos à escuta de uma conversa entre Rui Pedro Soares e Paulo Penedos, cirurgicamente censurada pelo SOL: "devia ter tido a cautela de falar com o Sócrates... não falei e o gajo não quer o negócio. Era isto que eu temia. Acho que o Henrique não falou com ele, o Zeinal não com falou com ele... eh pá.. agora ele está todo fodido. Está todo fodido e com razão."
Sócrates não só desconhecia o negócio, como estava contra a sua realização. Fica assim provado o que é verdadeiramente pornográfico: a irrelevância deste facto perante o que aparentava ser uma boa história. Só assim se explica o carácter quase clandestino das revelações de sexta-feira. Ninguém duvida que a relação de Sócrates com os media criou um clima propício a esta narrativa, que há no enredo personagens muito pouco recomendáveis e muito por explicar, mas convinha que não se tomassem como bons, de modo tão crédulo, episódios que afinal não existiram.
Pedro Adão e Silva, Professor universitário. aqui
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Disparate do día
«Felícia Cabrita acusou depois o Partido Socialista de estar a fazer um ataque àquele semanário»
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Vale Tudo
Alguém já se perguntou quais as consequências da publicação cirúrgica e faseada das escutas sobre os seus intervenientes?! O segredo da justiça serve hoje apenas para alimentar uns quantos Talibans que parasitam do relacionamento promiscuo entre a justiça e a comunicação judicial. Em abono da verdade e da própria credibilização quer dos meios de comunicação quer dos visados, deveriam as escutas ser publicadas na integra, sem manobras insidiosas e premeditadas por parte daqueles que não olham a meios para atingir os seus fins.É curioso que o Sol, que também se posiciona como vitima da censura, venha violar de forma grosseira uma decisão judicial. A questão que hoje se deve colocar não é falta de liberdade de expressão mas sim de falta respeito pelos direitos mais elementares de uma sociedade democrática e civilizada na qual deve assentar qualquer estado de direito que se prese!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Lomba "a la carte"
Pedro Lomba é a mais recente aquisição do “Público”. Estreia-se naturalmente com um artigo que visa causar impacto, afinal de contas um pé direito sempre ajuda! Nada de extraordinário, não o tivesse feito à custa da construção de uma tese baseada em factos cirurgicamente empilhados sobre uma conclusão apresentada como uma verdade iniludível. Não é original esta prática, há muito utilizada quer na política quer no jornalismo. Começamos pelo fim e vamos trabalhando até ao princípio, o resultado nunca falha e pode mesmo chegar a ser surpreendentemente extraordinário, não fosse pelo facto de ser um método corriqueiro e pouco verosímil, aliás, os ataques de 9/11 foram terreno fértil sobre esta matéria, há um vasto cardápio sobre as mais diversas “conclusões” que decorrem todas elas sobre matéria factual.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Aníbal não dá Cavaco a Ninguém III
Impeachment (pron. IPA: /ɪm'pitʃmənt/) sua tradução literal é impugnação de mandato, um termo do inglês que denomina o processo de cassação de mandato do chefe do Poder Executivo, pelo congresso nacional, as Assembléias estaduais e Câmaras municipais para países presidencialista, aos seus respectivos chefes de executivo.
No caso do parlamentarismo a responsabilidade é do parlamento nacional. A acusação, parte normalmente do congresso ou Parlamento. A denúncia crime válida em qualquer tipo de Governo pode ser, por crime comum, crime de responsabilidade, abuso do poder, desrespeito as normas constitucionais ou violação de direitos pétrios, previstos na Constituição. Em vários países da Europa, usa-se o termo moção de censura, pois a origem da moção é de iniciativa do Parlamento, acrescido do termo político perda de confiança, quando então o parlamento nacional, não confia mais no Presidente e respectivo primeiro-ministro, obrigando-o a renunciar e todo seu gabinete. Wikipédia
No caso do parlamentarismo a responsabilidade é do parlamento nacional. A acusação, parte normalmente do congresso ou Parlamento. A denúncia crime válida em qualquer tipo de Governo pode ser, por crime comum, crime de responsabilidade, abuso do poder, desrespeito as normas constitucionais ou violação de direitos pétrios, previstos na Constituição. Em vários países da Europa, usa-se o termo moção de censura, pois a origem da moção é de iniciativa do Parlamento, acrescido do termo político perda de confiança, quando então o parlamento nacional, não confia mais no Presidente e respectivo primeiro-ministro, obrigando-o a renunciar e todo seu gabinete. Wikipédia
Pela porta das traseiras!
É um triste espectáculo e até confrangedor assistir à entrevista de José Manuel Fernandes na Sic Notícias! Ziguezagueante, vos trémula e, sobre tudo, o retrato de um homem derrotado, preso na sua armadilha. Forma pouco digna de abandonar a Direcção de um dos Jornais de referência Nacionais!
Aditamento:
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Farinha do mesmo saco

O desordenado
2009-05-25
"António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo. Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas. Marinho Pinto na TVI foi tão sectário como Vitalino Canas ou Santos Silva e conseguiu o prodígio de ser mais grosseiro numa entrevista do que Sócrates foi na RTP e Pedro Silva Pereira na SIC. É obra. Marinho Pinto não tem atenuantes. Não trabalhou no Ministério do Ambiente de Sócrates e, que se saiba, não faz parte do seu núcleo duro. É pois de supor que não esteja vinculado ao voto de obediência cega que tem levado os mais próximos de Sócrates à defesa do indefensável, à justificação do injustificável e a encontrar razão no irracional. Não tendo atenuantes, Marinho Pinto tem agravantes. O Estado de direito delegou na Ordem dos Advogados importantes competências reguladoras de um exercício fundamental para a sociedade. O Bastonário tem que as exercer garantindo uma série de valores que lhe foram confiados pelos seus pares. O comportamento público do Bastonário sugere que ele está a cumprir uma bizarra agenda pessoal com um registo de regularidade na defesa apaixonada de José Sócrates e do PS. O que provavelmente provocou em Marinho Pinto o seu lamentável paroxismo esbracejante em directo foi a dura comparação entre as suas denúncias sobre crimes de advogados e os denunciantes do Freeport. Se a denúncia de irregularidades na administração de bens públicos é um dever, a atoarda não concretizada é indigna. O que o Bastonário da Ordem dos Advogados disse sobre o envolvimento dos seus pares nos crimes dos seus constituintes é o equivalente aos desabafos ébrios tipo: "são todos uns ladrões" ou "carrada de gatunos". Elaborações interessantes e de bom-tom, se proferidas meio deitado num balcão de mármore entre torresmos e copos de três. Presumo que a Ordem dos Advogados não seja isso. Nem sirva de câmara de eco às teorias esotéricas do Bastonário de que a Casa Pia foi uma Cabala para decapitar o PS ou que o Freeport é uma urdidura politico-judicial-jornalistica. Se num caso, um asilo do Estado com crianças abusadas fala por si, no outro, um mega centro comercial paredes-meias com a Rede Natura, tem uma sonoridade tão estridente como o grito de flamingos desalojados. A imagem que deu na TVI foi de um homem vítima de si próprio, dos seus excessos, do seu voluntarismo, das suas inseguranças e das suas incompetências. Marinho Pinto tentou mostrar que era o carrasco do mensageiro que tão más notícias tem trazido a José Sócrates. Fê-lo vociferando uma caterva de insultos como se tivesse a procuração bastante passada pelo Primeiro Ministro para desencorajar e punir este jornalismo de pesquisa e denúncia que tantas e embaraçosas vezes tem andado à frente do inquérito judicial. E a verdade é que sem o jornalismo da TVI não havia "caso Freeport" e acabar com Manuela Moura Guedes não o vai fazer desaparecer."
2009-05-25
"António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo. Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas. Marinho Pinto na TVI foi tão sectário como Vitalino Canas ou Santos Silva e conseguiu o prodígio de ser mais grosseiro numa entrevista do que Sócrates foi na RTP e Pedro Silva Pereira na SIC. É obra. Marinho Pinto não tem atenuantes. Não trabalhou no Ministério do Ambiente de Sócrates e, que se saiba, não faz parte do seu núcleo duro. É pois de supor que não esteja vinculado ao voto de obediência cega que tem levado os mais próximos de Sócrates à defesa do indefensável, à justificação do injustificável e a encontrar razão no irracional. Não tendo atenuantes, Marinho Pinto tem agravantes. O Estado de direito delegou na Ordem dos Advogados importantes competências reguladoras de um exercício fundamental para a sociedade. O Bastonário tem que as exercer garantindo uma série de valores que lhe foram confiados pelos seus pares. O comportamento público do Bastonário sugere que ele está a cumprir uma bizarra agenda pessoal com um registo de regularidade na defesa apaixonada de José Sócrates e do PS. O que provavelmente provocou em Marinho Pinto o seu lamentável paroxismo esbracejante em directo foi a dura comparação entre as suas denúncias sobre crimes de advogados e os denunciantes do Freeport. Se a denúncia de irregularidades na administração de bens públicos é um dever, a atoarda não concretizada é indigna. O que o Bastonário da Ordem dos Advogados disse sobre o envolvimento dos seus pares nos crimes dos seus constituintes é o equivalente aos desabafos ébrios tipo: "são todos uns ladrões" ou "carrada de gatunos". Elaborações interessantes e de bom-tom, se proferidas meio deitado num balcão de mármore entre torresmos e copos de três. Presumo que a Ordem dos Advogados não seja isso. Nem sirva de câmara de eco às teorias esotéricas do Bastonário de que a Casa Pia foi uma Cabala para decapitar o PS ou que o Freeport é uma urdidura politico-judicial-jornalistica. Se num caso, um asilo do Estado com crianças abusadas fala por si, no outro, um mega centro comercial paredes-meias com a Rede Natura, tem uma sonoridade tão estridente como o grito de flamingos desalojados. A imagem que deu na TVI foi de um homem vítima de si próprio, dos seus excessos, do seu voluntarismo, das suas inseguranças e das suas incompetências. Marinho Pinto tentou mostrar que era o carrasco do mensageiro que tão más notícias tem trazido a José Sócrates. Fê-lo vociferando uma caterva de insultos como se tivesse a procuração bastante passada pelo Primeiro Ministro para desencorajar e punir este jornalismo de pesquisa e denúncia que tantas e embaraçosas vezes tem andado à frente do inquérito judicial. E a verdade é que sem o jornalismo da TVI não havia "caso Freeport" e acabar com Manuela Moura Guedes não o vai fazer desaparecer."
Mario Crespo não conseguiu sofrer em silêncio as dores de parto e saiu em defesa do "jornalismo" da sua Colega Manuela Moura Guedes que, afinal de contas, também é o seu. A única coisa que hoje os distingue é a forma com que expressam as suas serôdias opiniões, raivas e anseios. Ele mais dissimulado e cínico, ela mais tosca e directa. Ainda assim, unidos na luta "e o FreePort, Pá?!"
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Marinho Pinto puxou o ralo da TVI
Após ter aguentado estoicamente pelo menos uns bons 15 minutos de soberba inquisitória e ignorância jornalística, ao Bastonário saltou-lhe a tampa, foi então que inusitadamente acabou por prestar um verdadeiro serviço público. Tratou-se de uma espécie de higienização jornalística ao sarjetismo mediático há muito esperada.
Só por isso, merece continuar à frente dos destinos na OA.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O Poder da Internet
quinta-feira, 14 de maio de 2009
A arte de fabricar notícias II
Vital Moreira nega ter dito que se estivesse no lugar de Lopes da Mota se demitiria.
mais à frente "(...) afirmou Vital Moreira.“Se estivesse naquele lugar, mas não quero julgar ninguém, eu, porventura, pediria suspensão de funções enquanto o processo disciplinar decorresse”, afirmou Vital Moreira."
Que os jornalistas tivesses preferido que Vitar Moreira tivesse dito que, ele demitiria, é uma coisa, agora tentar descaradamente, numa sorte de exacerbamento do dever cumprido, transformar suspensão em demissão de funções já é intelectualmente desonesto!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A arte de fabricar notícias
Cavaco não descarta Bloco Central na TSF.
Bem poderia ter sido "Cavaco não descarta um governo de coligação com o PCP" A credibilidade dos média está hoje ao nível das previsões do Instituto de Meteorologia ou mesmo das agências internacionais de rating.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Mario Crespo no País das Maravilhas

Os bons e os maus
"Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa.
Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais. Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas. Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem". Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores. Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.
Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril."
"Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa.
Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais. Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas. Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem". Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores. Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.
Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril."
Sinceramente, após ter visto a notícia da 1ª página do Expresso pensei, bem, vou aguardar para ver se Mário Crespo vai fazer alguma referência a esta noticia"abonatória" do caso Freeport.
Mário Crespo não resistiu e o seu alter ego Super Mário, veio novamente ao ataque contra o vilão Zé Sócas entre acusações de censura, perseguições judiciais, intimidações, açoites e todo o tipo de práticas malévolas, ainda teve tempo para fazer 5 referências ao caso Freeport. Super Mário, tão atarefado que estava a tratar de salvar os oprimidos e perseguidos jornalistas não se lembrou foi de se pronunciar sobre às recentes declarações ao DVD, que passou de notícia escaldante, há apenas uns dias, a ser tratado como noticia de obituário.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Só pode ser gozo!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Prós & Contras
Não concordei com o ruído que se instalou à volta deste caso, sobre tudo pela forma insidiosa com que tem sido tratado pelos média. Agora, após terem sido ditas as maiores barbaridades e calunias com base na violação do segredo de justiça e em alegados factos sem direito a réplica!Prefiro que o assunto se discuta abertamente num ambiente de debate televisivo!
Até porque depois de ter assistido a 2h de CR7, não me parece que o assunto hoje discutido nos Prós & Contras tenha necessariamente descido de nível, apesar de existir quem goste de ver o assunto escarrapachado nos títulos dos jornais revelando fetich para franco-atirador.
sábado, 31 de janeiro de 2009
As semelhanças entre Sócrates e Chávez
Estamos perante uma situação que havia já presenciado do outro lado do mundo, mais precisamente na Venezuela. Hoje em Portugal à semelhança do que sucede na Venezuela há já uma década, existe um esvaziamento total do espectro politico da oposição, seja pela ausência de ideias ou mesmo de alternativas politicas credíveis, a realidade parece apenas ocupar-se de quem ocupa o Poder. Não vejo qualquer tipo de semelhanças entre Chávez e Sócrates para além do facto de ambos despoletarem nos seus respectivos países uma espécie de reacção absolutista. Comigo ou contra mim! Como se de um Benfica x Sporting se trata-se, onde não há lugar para imparcialidade ou tibiesas. Neste jogo, eu torço pela honestidade e honradez...!
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