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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Essa foi de corisco mal-amanhado

"O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, defendeu hoje o voto obrigatório nas eleições em Portugal como forma de “proteger” a democracia e aumentar a responsabilidade dos políticos."
É verdade que antes as pessoas queriam votar e não podiam, agora podem e não querem, mas isso não é uma manifestação de desprezo pela democracia, mas sim pela politica, ainda que ambas as coisas sejam indissociáveis. Muito haverá a fazer para combater à abstenção e aproximar de novo as pessoas da politica e da vida pública, não será certamente através de um casamento à força. Esteve francamente mal o Sr. Presidente da Região Autónoma dos Açores!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Mensagem de Belem (não, não é o menino)

Sem querer entrar nos aspectos jurídicos controversos do Estatuto dos Açores, não posso deixar de sublinhar que a questão do veto, re-veto e sucessivos alertas de Belém, já provoca algum constrangimento na generalidade da população. Cavaco Silva, demonstra, uma vez mais, que não está confortável no cargo, apesar da inocuidade que caracteriza o lugar. Falar quando não deve e o seu contrário tem sido uma constante em Belém. A "Magistratura Presidencial" parece estar a esvair-se aos poucos!
Temo que, mais uma vez, o País ficará sem compreender o seu Presidente, venham os eruditos de ofício traduzir a decifrada linguagem de Belém.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

E o respeito pela independência dos órgãos de soberania, que?!

"Cavaco Silva apela aos deputados para reflectirem bem antes da nova votação, no dia 19, do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, vetado por Belém. O recado é para a maioria socialista que promete aprovar o diploma sem alterações, apesar de algumas resistências internas. O Presidente da República diz que só voltará a falar sobre o assunto depois da votação no próximo dia 19."

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Entre Cavaco e a parede

As questões levantadas pela Presidência relativamente ao Estatuto Político-administrativo dos Açores também me parecem pertinentes, apesar de não revestirem da gravidade que lhe foi atribuída. Levantam-se agora vozes críticas quanto à possibilidade de que o Estatuto venha a ser confirmado pela Assembleia da República, acusando o PS por antecipado de ser irascível na sua posição. Importa ter presente que o Estatuto foi aprovado por unanimidade parlamentar, ainda que com um número recorde de inconstitucionalidades, tendo todas as matérias controversas sido devidamente alteradas em conformidade. O que é verdadeiramente incompreensível é que o Presidente mantenha o seu veto político sobre o diploma sem que as questões que lhe causam urticária tenham sido remetidas à apreciação do Tribunal Constitucional, tendo em conta, sobretudo, que o Parlamento fica agora numa situação ingrata, seja qual for a sua decisão. Das duas uma, ou o Presidente quer medir o alcance real das suas posições politicas ou teve receio de perder a face com uma eventual decisão favorável por parte do TC. Para além de Francisco Louça, ainda não ouvi ninguém criticar o Presidente por estar gratuitamente a criar uma situação tensa entre ambos os órgãos de soberania. O País não merece perder energias nem esforços com esta matéria!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

he did it again!

« Presidente veta revisão do estatuto político dos Açores. »
Nada de diferente do que aqui foi dito, a Presidência fez o que entendeu melhor, agora resta apenas aguardar pela decisão do outro órgão de Soberania, o Parlamento. O resto é ruído inútil, que apenas serve para aproveitar quem, desesperadamente, procura retirar dividendos políticos dos factos que lhe são totalmente alheios.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Paulo Portas o Homem da Atlântida

Renovado pelos ares do Açores, Paulo Portas voltou um homem novo! Deslumbrado pela sua prestação Regional, lança o repto aos que contestam a sua liderança, nomeadamente (......). Será que receia que José Silva da ilha do Corvo lhe arrebate o "partido" das mãos!?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Carlos Corvelo

Os resultados do PS-Açores deve-se em parte ao seu contributo e dedicação durante doze anos, exercendo funções nas áreas dos estudos, planeamento, assuntos europeus e finanças.
A vitória deve-lhe ser dedicada!

A César o que é de César


As eleições regionais açorianas concluíram sem surpresas. Carlos César conquistou uma expressiva maioria absoluta (49,96%), e Costa Neves obteve o pior resultado de sempre para o PSD Açoriano (30,27%), tendo já anunciado a sua demissão.
Inicia-se assim um novo ciclo político, pelo menos para o principal partido da oposição que terá de se regenerar e iniciar a construção de uma alternativa mais credível junto dos Açorianos, tarefa nada fácil, tendo em conta o conservadorismo insular. O PSD está hoje no mesmo lugar onde esteve o PS durante o consulado de Mota Amaral. Costa Neves teria sido um bom Presidente do Governo Regional, mas não o foi enquanto líder da oposição. Esteve no lugar certo no momento errado. Relativamente à leitura dos resultados, nada de novo; Manuel Ferreira Leite, afirma que não pode ser feita uma leitura nacional da Victoria do PS, dando como exemplo a Região da Madeira. José Sócrates, aproveita para tentar gerar uma dinâmica mobilizadora e ganhadora que lhe permita enfrentar com êxito os vários processos eleitorais que se avizinham.
As próximas eleições demonstraram quem tem razão, enquanto isso, Sócrates continua sabiamente a retirar dividendos políticos da Crise em contraste com MFL que ainda procura o seu lugar ao sol.

sábado, 18 de outubro de 2008

Equilíbrio postural

«Esgotado o prazo para o envio do diploma para o Tribunal Constitucional (terminou esta semana) resta a Cavaco Silva uma de duas soluções: ou a promulgação ou o veto. E como, ao que o Expresso apurou, o PR mantém as reservas que o levaram a dirigir uma mensagem ao país no final do Verão, parece óbvio que o veto é o caminho. Se assim for, fica nas mãos da Assembleia da República reconfirmar o Estatuto ou dar finalmente ouvidos aos reparos do Presidente da República.» expresso

No caso de se confirmar que o Presidente irá vetar novamente o Estatuto Político-Administrativo dos Açores , estaremos seguramente a assistir ao inicio de um período de hostilidades entre os dois órgãos de soberania. Temo que ninguém sairá ileso dessa situação; o Governo teria em braços uma relação institucional bastante frágil e hipersensível com a Presidência, e Cavaco Silva poderia ver a sua reeleição comprometida se a teoria da "força de bloqueio" se instalasse novamente na ordem do dia. Ao PSD, resta apenas aguardar que as coisas aconteçam, na esperança porém de poder vir a aproveitar qualquer ferida aberta.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

8 Minutos cheios de nada!



Logo agora que todos esperávamos algo verdadeiramente importante da boca do PR, Nada! Apenas a leitura de uma carta que devia ter sido dirigida à Assembleia da Republica por Correio (normal, nem sequer azul porque não estará lá ninguém durante as férias para a receber). Bastava que mandasse colocar um pot-it na porta do Parlamento com a seguinte frase:

"Srs deputados, recordo-vos que foram vetados pelo TC, 8 artigos do Novo Estatuto Politico-Administrativo do Açores (aprovado por unanimidade), por isso, não se esqueçam, vejam lá se corrigem isso. Beijinhos e Abraços do Aníbal"

Tal como já tinha previsto, lá foi enviado um recado ao César do Atlântico.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Não era difícil de adivinhar..

"Oito artigos considerados inconstitucionais
Tribunal Constitucional chumba Estatuto Político-Administrativo dos Açores:
O Tribunal Constitucional rejeitou hoje o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, depois de ter considerado inconstitucionais oito dos artigos que compõem o diploma. A posição do Tribunal Constitucional surge depois de, no passado dia 4, o Presidente da República ter requerido junto daquele órgão a fiscalização preventiva da constitucionalidade do decreto da Assembleia da República que aprovou a terceira revisão do estatuto.
Das 13 questões levantadas pelo chefe de Estado, o Tribunal Constitucional considerou oito normas inconstitucionais e cinco conformes a Constituição."

Sei lá, digo eu:
A julgar pelo teor dos artigos, não me parece que fosse muito difícil de antecipar este resultado, ora vejamos:
1- O estatuto sobre a declaração de estado de sítio e de emergência, que obrigam o Presidente a ouvir o Governo e a assembleia regionais. Chumbado! - viola a Constituição.

Artigo 134.º
(Competência para prática de actos próprios)
Compete ao Presidente da República, na prática de actos próprios:
d) Declarar o estado de sítio ou o estado de emergência, observado o disposto nos artigos 19.º e 138.º;

Artigo 138.º
(Declaração do estado de sítio ou do estado de emergência)
1. A declaração do estado de sítio ou do estado de emergência depende de audição do Governo e de autorização da Assembleia da República ou, quando esta não estiver reunida nem for possível a sua reunião imediata, da respectiva Comissão Permanente.
2. A declaração do estado de sítio ou do estado de emergência, quando autorizada pela Comissão Permanente da Assembleia da República, terá de ser confirmada pelo Plenário logo que seja possível reuni-lo.
-
Replicar a norma ao Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma terminaria, inexoravelmente, por duplicar as atribuições ou pela usurpação de matérias reservadas à competência própria dos órgãos de soberania.

2 - A lei de enquadramento orçamental. Chumbada! - Inconstitucional

Artigo 161.º
Competência política e legislativa
Compete à Assembleia da República:
g) Aprovar as leis das grandes opções dos planos nacionais e o Orçamento do Estado, sob proposta do Governo

O Governo Regional pode efectivamente organizar e estruturar o seu orçamento, mas este deve submeter-se à aprovação da Assembleia Nacional.
A Carlos César, ficar-lhe-ia bem mostrar mais respeito pelas decisões do TC e não criticar o PR por ter, no exercício das suas competências, remetido a processo para apreciação do Tribunal.
Ainda por cima, não me parece, sequer, necessário imitar o vizinho do lado para garantir a vitória nas próximas eleições.