sexta-feira, 29 de abril de 2011

O cravo não murchou!


Mesmo sem marketing nem encenações palacianas, a celebração do 25 de Abril não podia passar por baixo da mesa. Bem-haja a todos os que nele participaram e para aqueles que o defendem diariamente!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O "Pote" para uns e Prozac para os outros


Pedro Passos Coelho, diz que o pedido de assistência financeira externa, hoje anunciado pelo primeiro-ministro, se faz para que os portugueses vivam com "menos angústia e com menos incerteza"

Hoje ningúem dúvida que o ambiente no seu partido deve estar hoje mais desanuviado e confiante no (seu) futuro. A entourage de PPC respira de alívio ao ver que sua liderança está bastante menos perclitante que há duas semanas atrás. O País, esse que se afoite porque vai ter finalmente aquilo que merece!

Estado bom, Estado morto

Numa visita à Universidade Lusófona o líder do PSD defendeu um "Governo seco e enxuto", um "Estado despartidarizado", "reguladores independentes" e um País onde a educação e a saúde são asseguradas tanto pelo sector público como pelo privado. Uma verdadeira revolução face ao que acontece hoje em dia.

Porque "não temos de nos andar a parasitar uns aos outros", Passos diz que é tempo do Estado se concertar com a oferta privada na Saúde e na Educação. "O que aconteceria hoje se a oferta privada na área da Saúde desaparecesse? Era o colapso do serviço de urgências. E se o Estado dispensasse a oferta privada do ensino superior na região de Lisboa? Seria caótico. Imaginam o que pode ser o próximo ano e meio ou dois anos com a ausência das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) sobretudo no apoio a crianças e idosos em situação de grande fragilidade?". Económico

A estratégia de PPC e do PSD para a construção desta tese assenta num conjunto de premissas incorrectas e falaciosas. Claro está que o sector privado pode e deve participar em todos os sectores, inclusive naqueles considerados prioritários para o Estado (com excepção da Justiça e Segurança Pública), mas deve faze-lo numa lógica de coabitação complementaridade que resulte no alargamento das opções existentes. A oferta privada não pode, nem deve pretender usurpar (nem parasitar) aquelas que são as funções nucleares do Estado nesses sectores. Haverá seguramente áreas nas quais não se justifica, nem se recomenda, a presença do Estado, a saúde e educação não se enquadram nesse grupo. PPC fala na necessidade do Estado e concertar com a oferta privada, quando na realidade isso significa que o Estado deve renunciar às suas funções e admitir que  áreas como a saúde e educação passariam a ser geridas em função do lucro e dos resultados financeiros.  Não é difícil de adivinhar que as gorduras desses sectores continuariam a ser do colectivo.  Hoje mais do que nunca,  a questão deve ser colocada nos seguintes termos: O que aconteceria hoje se o Estado diminui-se a sua presença na área da Saúde e da Educação...?!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Deve estar a aplaudir de pé...



O líder do PSD explica que rejeitou as recentes medidas de austeridade propostas pelo Governo “não por irem longe de mais, mas porque não iam suficientemente longe”, num artigo de opinião no Wall Street Journal.

Nem tudo é aquilo que parece ser...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Costas Largas!

«Director-geral do FMI diz que o principal problema é o financiamento dos bancos e a dívida privada » Público

A julgar pelos principais responsáveis do nosso problema de endividamento, pode-se inferir, com alguma segurança, que a agenda que prevê o desmantelamento do Estado e a sua privatização, irá resultar no agravamento da situação. Não faltará quem assaque ao Estado também as dívidas da Banca e dos privados!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Isto muda no dia em que.....

Aqueles que "mandam" verdadeiramente neste país entenderem que ao massacrar a classe média e desconhecerem a classe mais desfavorecida, nunca terão verdadeira paz.

Os mais desfavorecidos compreenderem, de uma vez por todas, que nenhum estado pode/deve garantir a satisfação de todas as suas necessidades, eterna e incondicionalmente.

A classe média assumir verdadeiramente a importância do seu papel no destino da sociedade, economia e da política.

Cavaco: ontem FMI, hoje FEEF, e amanhã...?


Em Campanha com o governo em funções:

"Só virá o FMI para Portugal se Portugal recorrer ao Fundo de Estabilização Europeu, mas eu espero bem que não recorra", declarou Cavaco Silva aos jornalistas, durante uma visita a três municípios do Pinhal Interior Norte

O candidato presidencial Cavaco Silva admitiu hoje que a intervenção do FMI em Portugal significaria que o Governo “de alguma forma” falhou

Após reeleição e com o governo já demissionário:

O Presidente da República disse este sábado, na Batalha, que é errado falar-se no Fundo Monetário Internacional (FMI), aconselhando os jornalistas a escrever Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Questionado se vinha aí uma nova batalha, numa alusão ao eventual pedido de ajuda ao FMI, Cavaco Silva respondeu: "Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Eu acho que os senhores deviam deixar de falar em FMI, porque isso não está certo, está errado. É FEEF".

sexta-feira, 1 de abril de 2011

You're pulling my leg, right?

Passos Coelho: "Compromissos que o Governo assuma para pedir ajuda serão respeitados pelo PSD". "As melhores garantias de um partido responsável. O que o Governo tiver de se comprometer no exterior, seja num quadro ulterior de ajuda, seja de garantias que tenha de dar, será respeitado pelo PSD, quer na Comissão Permanente da Assembleia da República, quer quando for Governo a seguir". i

Compreendo, hoje mais do que nunca, a queixume do presidente Cavaco. Isto afinal de contas é tudo tão rápido que fica de veras difícil de acompanhar para o comum dos mortais, quanto mais para o presidente! Passos Coelho e o seu partido, depois de pedir ao governo demissionário (por si empurrado) serenidade e abertura para diálogo com vista ao apoio a mais um inevitável PEC, vem agora, apenas uns dias após ter rejeitado negociar a sua implementação que garantisse um compromisso a nível europeu, afirmar a sua total disposição para apoiar qualquer medida que o governo julgue conveniente. O mais curioso é que aquilo que levou PPC a "derrubar" este governo (falta de negociação prévia) é hoje simplesmente dispensável e irrelevante! É bem sabido que a muitos (PR e PSD) interessa que seja José Sócrates a abrir as portas à ajuda externa, carregando o fardo e o custo eleitoral que outros bem dispensam e que selaria definitivamente o seu destino politico. Cavaco Silva - pelo seu discurso de tomada de posse, que ficará na história como a mais do que provável causa desta crise política, e a sua comunicação de ontem. PPC - para além de ter desencadeado este processo de eleições a meio do termo, por ter invocado mil e uma vezes a ajuda externa, chegando inclusive a desmistificar o seu impacto negativo no País, devem por maioria de razão ser os parteiros deste novo capítulo da nossa história!