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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Cavaco vai….


Seguir em frente: Nomear um novo executivo com o máximo de representatividade politica, com a duração de 1 ano (depois eleições) traçando de forma clara um rumo diferente, norteado pela equidade no sacrifício e com politicas bem definidas de estímulos ao crescimento...talvez, porque não?!

Abrandar: Após ter consultado os conselheiros de estado e face à evidente descredibilização dos líderes partidários perante a sociedade, apelar aos partidos da coligação para que indiquem uma liderança alternativa que acarretaria a subsequente remodelação de todo o restante executivo.

Inverter a marcha: Reconhecer aquilo que é hoje evidente para o cidadão comum, o divórcio entre o governo e governados é irreversível, assim sendo, a opção de prolongar a coligação, para além de inútil, teria consequências catastróficas, quer sociais quer económicas. Cavaco convoca eleições antecipadas no mais curto prazo constitucional, após receber a garantia de ratificação por parte dos partidos subscritores do memorando da troika com as suas metas, tendo-se mostrado indisponível para viabilizar um futuro governo sem maioria clara e estável.

Estacionar: Apelar ao sentido de estado dos partidos políticos, responsabilidade dos parceiros sociais, e paciência dos portugueses e deixar que este governo siga o seu caminho trasvestido com umas perucas e lentejoilas novas. 

A vida tem destas coisas…Cavaco está hoje confrontado com um problema para o qual muito contribuiu, afinal de contas este ´"filho" também é seu!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Uma dimensão desconhecida...

Admito que ultimamente tenho andado meio atordoado com a sucessão de acontecimentos. Por vezes como um vulgo pugilista que, estando encostado às cordas, procura em vão uma oportunidade para encher os pulmões e recuperar a compostura antes do próximo golpe ser desferido. É difícil encontrar uma narrativa coerente face ao caminho que o País e a Europa parecem ter adoptado. A forma como a crise financeira está a ser encarada pelas suas lideranças seria digna de um episódio da mítica série de televisão The Twilight Zone dos anos 80. Subitamente, todas as características e conquistas, fruto de décadas de avanços e recuos, que permitiram que a União Europeia fosse vista aos olhos do mundo como uma referência de paz e irmandade entre Nações tão díspares, e que permitiram que uma das zonas mais bélicas do planeta vivesse tempos de paz duradoura, se transformassem em pecado capital merecedor de severa punição. Sem querer aprofundar as causas que estiveram na origem desta crise financeira mundial…não deixa de ser incompreensível que, em nome de um pretenso “ajustamento” das economias, se tenha instalado um sentimento unanimista de auto flagelo colectivo, mas sobre tudo, um estranho e assustador Ritual de adoração pela austeridade.
Há quem acredite que apenas nos resta exorcizar os nossos “pecados” com a bênção dos mercados, já eu temo que no final da cerimonia, quando a “causa” tiver perdido os seus fiéis, não haverá forma de reparar o irreparável…!
nos queira convencer

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Gato por Lebre

A Lebre (Junho 2011)



O Gato (Julho 2011)

«Pedro Passos Coelho, questionado sobre as implicações do corte na despesas, afirmou que na administração indirecta do Estado haverá despedimentos. No caso dos funcionários públicos haverá rescisões amigáveis, mas noutros casos como fundações e instituições o governo vai proceder à sua extinção, diminuindo as transferências do Estado para as indemnizações compensatórias, garantiu o primeiro-ministro.»

Esbulho Social

Proposta de Revisão Laboral:

“Cada funcionário despedido, deve indemnizar a respectiva entidade patronal no montante equivalente a 10 dias de trabalho por cada ano laboral. Esta medida visa actualizar e corrigir alguns dos aspectos que mais tem prejudicado as entidades patronais e impedido o aumento de competitividade do País!"

Despacho:

Implemente-se durante o Verão!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Ovo de Colombo


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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cavaco: ontem FMI, hoje FEEF, e amanhã...?


Em Campanha com o governo em funções:

"Só virá o FMI para Portugal se Portugal recorrer ao Fundo de Estabilização Europeu, mas eu espero bem que não recorra", declarou Cavaco Silva aos jornalistas, durante uma visita a três municípios do Pinhal Interior Norte

O candidato presidencial Cavaco Silva admitiu hoje que a intervenção do FMI em Portugal significaria que o Governo “de alguma forma” falhou

Após reeleição e com o governo já demissionário:

O Presidente da República disse este sábado, na Batalha, que é errado falar-se no Fundo Monetário Internacional (FMI), aconselhando os jornalistas a escrever Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Questionado se vinha aí uma nova batalha, numa alusão ao eventual pedido de ajuda ao FMI, Cavaco Silva respondeu: "Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Eu acho que os senhores deviam deixar de falar em FMI, porque isso não está certo, está errado. É FEEF".

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pecados de Amor...

É com estupor que assistimos ao desenrolar do guião desta novela Mexicana, cada vez mais Lusitana. Passo Coelho já se apresenta como o herdeiro da fortuna e Paulo Portas como a servente enamorada do Patrão, apesar dos arrufos pré-nupciais que habitualmente antecedem a consumação do acto.

Enquanto isso, incrédulos e em desgraça, após terem notificados do iminente despejo da Mansão que outrora governaram, surge José Sócrates, ex-tutor do falecido, acompanhado de Teixeira dos Santos, seu fiel mordomo. Ambos tentam, em vão, convencer os herdeiros que, apesar das circunstancias ambos são merecedores de confiança, devendo, por isso, permanecer na Mansão.

Novela que se preze, tem de saciar a vontade ao noveleiro especulador, os “vilões” são empurrados para a desgraça, onde lhes aguarda sempre o mesmo destino, em contraponto com uma romântica e apaixonada cerimonia de consagração do amor eterno entre a "servente" e o "herdeiro" …

sábado, 12 de março de 2011

Xeque-mate?

Chegou a hora, o PSD não pode continuar a adiar o "assalto" ao poder, os membros do partido, que há muito aguardam pelo regresso à liderança do Estado, não lhe perdoariam um novo adiamento sob pena de PPC ver a sua liderança seriamente questionada. Sócrates desdobra-se em multiples esforços e acrobáticas demonstrações de rigor e disciplina orçamental para tentar (em vão) convencer os ditos "mercados" de que afinal aprendemos a lição e nos redimimos por termos, afinal de contas, feito aquilo que então o mercado queria, Consumo e mais Consumo. Pois bem, as novas medidas foram bem recebidas em Bruxelas, que as enquadra no âmbito do compromisso assumido pelo PS e PSD nos sucessivos PEC´s.
O problema é que o PSD não crê que seja sustentável politicamente manter a colagem às medidas tão impopulares que o Governo tem implementado, nem que para isso tenha de inviabilizar a aprovação de medidas complementares de rigor orçamental, acusando-o de falta desse mesmo rigor! O momento que marcou o início de uma grave crise política em cima de uma financeira, foram as incendiárias declarações de Cavaco na tomada de posse, que tiveram o condão de acicatar o Governo por um lado, com uma verdadeira declaração de guerra, e por outro encurralando a liderança do PSD para que se perfilasse como uma alternativa de governo, muito mais cedo do que PPC desejaria.
Não é difícil antecipar um cenário de eleições, a dúvida que persiste é se por será pela via da moção de censura ou por iniciativa do próprio Governo, uma coisa é certa, para além dos tostões, chegou também a hora de contar espingardas...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Feios, Porcos e Mansos

O que é que tem impedido os famigerados PIG´S europeus de se sentarem à mesa e planearem uma ofensiva internacional junto das economias emergentes, leia-se China, Rússia, Brasil entre outros, com o objectivo de vender as suas dívidas soberanas?!
Como reagiria a Europa velha e ortodoxa de Merkel, Sarkosy e Trichet perante aquilo que seria uma consequência óbvia, a permeabilidade do mercado europeu a potencias não comunitárias?
Seja como for, uma coisa é certa, se os países do Sul se unissem em bloco, a mensagem seria seguramente mais contundente e eficaz!

Road map to nowhere!

«O presidente do BCE , Jean-Claude Trichet, disse hoje que as reformas propostas pelos países europeus para reforçar a disciplina orçamental não estão a ir "suficientemente longe", especialmente em termos de automatismo das sanções.» aeiou

Bastaria que fosse anunciada uma revisão dos estatutos do BCE, por forma a adequar o seu papel face à nova realidade internacional, para que os "mercados" recuassem no seu víl ataque ao Euro. O seu Presidente é hoje parte do problema e não da solução!

«A probabilidade de estas novas sanções incluírem a suspensão dos direitos de voto nas instâncias europeias, por parte dos países com maior endividamento e desequilíbrios orçamentais - proposta pelos governos de França e Alemanha, que defendem uma revisão do Tratado de Lisboa.» i
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O processo de integração da extinta RDA na Alemanha Federal apenas foi possível graças ao extraordinário empenho solidário Europeu, porém, hoje o comportamento da Alemanha na crise do euro, em particular, em relação aos países do sul da Europa é manifestamente displicente e contrário aos princípios sobre os quais assenta o projecto de integração Europeia. Sem a aprovação alemã e sem solidariedade europeia, não se pode regular os imprevisíveis mercados financeiros e, assim, a integração europeia não poderá avançar.
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«A Comissão Europeia está a pressionar o Governo português a aplicar rapidamente as medidas de austeridade que constam do Orçamento do Estado para 2011, e quer que o défice orçamental português fique em 2011 ainda abaixo 4,6%.» af
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Mr. José Barroso, o homem que iria enaltecer as "nossas" qualidades lá fora, parece ter digerido com parcimónia o seu papel de pudlle da Chanceler Merkel. A Comissão Europeia parece empenhada em não sair do estado letárgico em que se encontra, apesar dos importantes desafios que enfrenta o projecto Europeu. Enquanto os pressupostos das politicas orçamentais não tiverem em conta a existência de realidades diferentes na zona Euro, os ideais e princípios genéticos da integração Europeia não serão interiorizados pelos cidadãos, o que conduzirá à inexorável desintegração da União Europeia.
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«António Borges considerou que «o problema do défice público é grave, mas é apenas a ponta do icebergue», apontando para «o endividamento gigante» do país e sublinhando que Portugal «tem uma dívida externa para pagar a curto prazo».» af

A mais recente aquisição do FMI aproveita o momento dificil que atravessa Portugal para se mostrar preparado para começar a mostrar serviço. Quem sabe senão será desta que finalmente se concretiza o seu fetiche, governar o país sem passar pelo crivo eleitoral!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

OE do bate-pé

Desapoquentem-se as alminhas que pensam que não teremos Orçamento de Estado. O PSD comunicará hoje à noite a viabilização do documento por via da abstenção. O que ficará por explicar são os penosos dias que o País real teve de aguentar em sobressalto. Não saber se no dia seguinte teria de enfrentar um espancamento com ou sem politraumatismos! Sendo certo que a primeira seria sempre a escolha menos gravos, logo a mais natural. Ainda ninguém entendeu quais seriam as implicações práticas que teriam ambas as propostas do PS e PSD, ao ponto de considerarem a sua inviabilização e consequente crise politica e financeira que se agravaria no nosso País. Ninguém, cá dentro ou lá fora, poderia compreender que um País inserido na UE se visse a braços com uma intervenção do FMI, tendo ao seu alcance todos os meios para o evitar.
Importa relembrar que até a América Latina já conseguiu libertar-se dessa praga, vide o caso da Argentina, Venezuela e Brasil, entre outros.
Aguarda-se que a intervenção do PSD seja suficientemente clarificadora, pelo bem do PSD e do País, que bem dispensa o espectáculo de posições erráticas e incoerentes a que esta liderança de Passos de Coelho nos tem habituado. Uma verdade incontornável é o facto de, quer PS quer PSD têm responsabilidades iniludíveis no estado das coisas. Os Portugueses dificilmente entenderiam que, perante uma situação cuja gravidade ainda ninguém pode verdadeiramente prever, ambos os partidos não estivessem à altura das circunstâncias.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Guardiões da Banca

«Ministro das Finanças diz que rumores sobre BCP são actos criminosos
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, qualificou hoje, em Bruxelas, de “acto criminoso” os rumores sobre a alegada situação de falência do BCP e pediu para estes serem investigados pelas autoridades policiais.»
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«Fiscalía imputó a dos personas por difundir información falsa sobre bancos
Caracas, 12 Jul. AVN.- El Ministerio Público imputó a Luis Enrique Acosta y a Carmen Cecilia Nares, quienes fueron detenidos el pasado jueves 8 de julio en Ciudad Bolívar, por estar presuntamente relacionados con la difusión de mensajes a través de Internet contra el sistema financiero venezolano.»

Seja em Lisboa ou em Caracas, cada vez que se fala na Banca aparece associada a palavra Criminalidade, não poucas vezes com o Estado lá pelo meio!
Aditamento: DIAP classifica como prioritária queixa do BCP (lusa)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

New best friend!

Velhos-abutres-do-novo-mundo

Assistir ao desfile de sabichões que há muito, em surdina, ansiavam pelo dia em que o País mergulharia numa tragédia Grega, é simplesmente repugnante. Sobre tudo porque insistem na teoria de que as recentes alterações no rating da dívida pública são consequência das más politicas do governo, ignorando o facto de estar em curso uma ignóbil campanha especulativa por parte daqueles que, há bem pouco tempo, classificavam a Lehman Brother e a economia Islandesa com AAA.
Incompreensível é também a atitude da Alemanha que, sabendo que a ajuda à Grécia será uma inevitabilidade, opta por adiar o inadiável com consequências bastante mais perniciosas para a zona Euro. Dizem os “entendidos” que o próximo alvo será a Espanha. Ou muito me engano ou a resposta aos ataques especulativos será incomparavelmente mais acutilante e feroz do que aquela que Portugal tem dado.
Independentemente das medidas complementares que o governo possa tomar no combate ao deficit, não creio que as agências de rating e os mercados venham a alteras significativamente as classificações, pois tem ficado demonstrado que o seu funcionamento está longe de se pautar por critérios objectivos e isentos, longe disso!
Gostaria de ver alguns dos nossos brilhantes e notáveis economistas, dissertar sobre a recente actuação destas casas nas semanas que antecederam a crise financeira internacional, pois ao que parece há quem opte por lhes atribuir mais credibilidade que ao BCE e governos europeus!