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quinta-feira, 7 de março de 2013

Hugo Chavez, libertador e/ou vilão?

Raras foram as vezes em que concordei com as opiniões dominantes, repletas de visões idílicas relativamente à realidade Latino americana e Venezuelana, fruto de um certo romanticismo nostálgico dos tempos moços que remontam à luta do Che Guevara, da canábis e do amor livre e despreocupado que foi desvanecendo com o passar dos anos, tendo dado lugar à gravata, ao cartão de crédito, às férias na neve e aos passeios domingueiros nos outlets. 
Hugo Chávez foi inquestionavelmente um líder politico a quem ninguém pode ficar indiferente, uns pela sua particular irreverência ao enfrentar a histórica hegemonia Norte Americana na região e no mundo e na criação de políticas sociais de apoio a uma significativa parte dos excluídos da renda petroleira, outros tantos pela forma impiedosa e cruel com que perseguiu todos aqueles que resistiram à implementação dum estado unipessoal e totalitário com evidentes marcas de destruição dos valores da tolerância, da liberdade e da institucionalidade democrática.
O tempo da história seguramente se encarregará de fazer justiça, a uns e a outros…!

Nota: retomo este espaço apís algum tempo ao mesmo momento em que Chavez parte, ironias...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

América Latina e os ventos de mudança

O que parecia impossível à um ano atrás já se avizinha como uma realidade, ténue bem sei, ainda assim de algum modo irreversível.
A América Latina que mergulhou nos últimos 10 anos numa espiral de populismo demagógico e autocrático, parece hoje ter iniciado um caminho mais pragmático e ideologicamente menos contaminado pelo já gasto anti-americanismo primário e muitas vezes desresponsabilizante de Governos incapazes, corruptos e pouco democráticos.
O México, Peru, Colômbia, Panamá, Uruguai, Costa Rica e recentemente o Chile parecem ter resistido às investidas dos movimentos pseudo comunistas, marxistas, bolivarianistas, provenientes de Caracas / Havana.
Esse movimento ideológico viral surgiu à uma década e tem-se dizimado na região à custa dos pétro dólares, resistindo de maneira eficaz a todas ameaças.
Hoje, o futuro da América Latina já não pertence ao passado de Fidel ou do Chavéz.