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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Super Ego!!


Paulo Portas:
«Quanto ao flagrante delito, Paulo Portas preconizou o «processo sumário, com julgamento imediato, para que a sociedade tenha a certeza de que há castigo para o crime».
«No segundo caso, defende o «fim da atribuição do Rendimento Social de Inserção (RSI) aos beneficiários que cometam crimes».

Ângelo Correia:
“Há [uma relação entre crime e imigração] na medida em que se nota a presença, sobretudo, de máfias de leste e brasileiras”. na Visão

Digo eu: Parece que PP quer julgamentos em Directo em Prime Time. Relativamente à suspensão ou cancelamento do RSI para os criminosos, julgo que a avaliação do assunto é pertinente, mas na medida do possível, longe do calor mediático e com muita ponderação. Ângelo Correia peca por associar a crime à imigração, em vez de se centrar na necessidade de estudar e preparar as forças policiais e judiciais para novas modalidades de praticas criminais, até então, atípicas para Portugal.

Estamos perante dois indivíduos cujo Ego não lhes permite resistir à presa fácil da Demagogia!

terça-feira, 29 de julho de 2008

da Vassoura ao Estetoscópio em 2 anos sem RSI ou Habitação Social

"Cigarros em troca de dormida Disposto a lutar por uma vida melhor, fosse qual fosse o trabalho que lhe oferecessem, «trouxe uma mala com roupas e documentos, um saco com comida, 30 maços de cigarros e 15 euros». Ao fim de cinco dias de viagem, em Fevereiro de 2005 chegava a Torres Vedras, onde uma conversa com dois ciganos romenos à saída do autocarro o ajudou desde logo a encontrar dormida. «Ofereci-lhes cigarros em troca de ir morar com eles e andava contente porque tinha uma cama para dormir», A vida era passada do trabalho para o local onde dormia e comia por apenas um euro por dia: «como não sou capaz de roubar, comprava no Minipreço três latas de paté por 50 cêntimos e pão a 40 cêntimos e ia ao café para beber água», recorda. Ao mesmo tempo, ia tendo aulas de português e frequentando a Universidade Nova de Lisboa, para pôr á prova os seus conhecimentos em medicina, o que dificilmente seria possível sem a ajuda da junta de freguesia, que lhe emprestou dinheiro para todas as suas necessidades. Todo o esforço valeu-lhe há um mês a assinatura de contrato por um ano com o Hospital de Torres Vedras, onde aufere um salário de mil euros (o dobro do que ganhava na Roménia) e onde já ganhou a amizade dos colegas de trabalho. «Só vou voltar à Roménia porque os meus pais estão velhos, porque para mim a Roménia só existe no mapa», sublinha."

Sei lá, digo eu:
Ora ai está um exemplo de que a vontade de vencer é mais forte que todas as adversidades que surgem na vida de quem emigra.
É certo que estamos perante um caso excepcional, caso contrário não seria sequer notícia, mas nem por isso devemos deixar de reflectir sobre as oportunidades que o nosso País ainda dá a quem por cá anda, independentemente de existirem evidentes fragilidades nas politicas de inserção social.
O Mérito, apenas pertence ao protagonista desta história que conseguiu superar todas as adversidades apenas com uma mala cheia de nada, uns maços de tabaco no bolso e uma infinita dose de vontade e determinação na Alma.
Ora, na mesma ordem de razão, podemos também questionar outras situações que não fazem noticia na comunicação pelas mesmas razões mas sim pelas inversas, sobre se existe (de parte de quem recebe todo tipo de ajudas) verdadeiramente a tal vontade de lutar por melhorar a sua condição de vida, superar todas as adversidades ou simplesmente por se integrar.