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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

BPN - Bancas, Porque Não?!

Resulta difícil, até confuso, tentar acompanhar os últimos acontecimentos que tem ocupado o espaço mediático. Não me alongo sequer no triste espectáculo da autoria da mais ilustre parelha de Bandalhos do Ministério Público, que acreditaram que o povinho estaria em pulgas para conhecer o seu estado de alma sobre o caso FreePort.
Mas, deveras o que mais me inquietou foi o anúncio por parte do governo da venda da rede de agências do BPN pelo montante mínimo de 180 Milhões (escrevo milhões porque habitualmente não é palavra que utilize muito e dá-me certo gozo!).
Pois bem, apesar de não ser um conhecedor do complexo mundo das finanças, julgo, se a memória não me falha, de ter ouvido algures que o custo da operação de nacionalização do BPN ter atingido a módica quantia de 2.000 Milhões de Euros ao erário público. Imaginando que algum demente pagaria 500 Milhões de euros, ficariamos ainda com um buraco de 1.500 Milhões. Retrocedamos um pouco, o argumento que fora utilizado ad-nauseam para justificar essa operação de resgate, foi a necessidade de salvar o sistema financeiro nacional (leia-se Banca Privada, pois a Banca pública nunca enfrentou o cenário de insolvência).
Assim foi, temos hoje uma Banca desestressada, segundo os mais recentes testes europeus, e com lucros bastante simpáticos, atendendo à conjectura de crise nacional e internacional, apesar de assumir sem qualquer pudor a sua resistência em emprestar dinheiro em situações de risco e praticando spreads muitas vezes ofensivos.
Cada vez que se ouve falar na crise financeira e nas ajudas do Estado, resulta inevitável ficar com um sabor amargo (como quando tocamos com a língua numa pilha AA) de que alguém saiu bem tosquiado nesta operação.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Guardiões da Banca

«Ministro das Finanças diz que rumores sobre BCP são actos criminosos
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, qualificou hoje, em Bruxelas, de “acto criminoso” os rumores sobre a alegada situação de falência do BCP e pediu para estes serem investigados pelas autoridades policiais.»
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«Fiscalía imputó a dos personas por difundir información falsa sobre bancos
Caracas, 12 Jul. AVN.- El Ministerio Público imputó a Luis Enrique Acosta y a Carmen Cecilia Nares, quienes fueron detenidos el pasado jueves 8 de julio en Ciudad Bolívar, por estar presuntamente relacionados con la difusión de mensajes a través de Internet contra el sistema financiero venezolano.»

Seja em Lisboa ou em Caracas, cada vez que se fala na Banca aparece associada a palavra Criminalidade, não poucas vezes com o Estado lá pelo meio!
Aditamento: DIAP classifica como prioritária queixa do BCP (lusa)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O cego já apanhou, agora só faltam os outros

Agora que já mostramos aos "mercados"a nossa feroz determinação no combate à crise, apertando mais um pouco o pescoço aos mesmos palermas de sempre, talvez seja o momento de actualizar as taxas de IRC da Banca. Já ninguém acredita que o sector tenha desempenhado um papel determinante, ou sequer relevante, para a reactivação económica do país e das famílias, nem seria suposto que assim fosse, pois não estamos a falar propriamente de IPSS!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Obrigações" Sociais

Instituições sociais vão estar cotadas em 'bolsa
«Instituições que trabalham em prol da sociedade têm a partir de hoje uma bolsa de valores para a qual podem candidatar um projecto. Os investidores podem comprar 'acções' dos projectos que pretendem financiar» DN

Eis uma excelente iniciativa, mas não basta! Há muito que a componente social deveria ser uma referência de carácter obrigatório a ser incluída nos indicadores que determinam o valor de mercado das empresas cotadas em bolsa. A responsabilidade social das empresas não deve ser apenas uma simpática ferramenta de Marketing que visa apenas seduzir a opinião pública mais sensível a estas matérias.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Governo propõe solução para o BPP

Já pagamos impostos para tudo e mais alguma coisa...mas isto já seria demais!!

No entanto, aqui ficam algumas respostas:

O que vai acontecer aos clientes com depósitos no BPP?
Os clientes que têm dinheiro no BPP sob a forma de depósitos têm a garantia de receber o dinheiro de volta. No conselho de ministros, Teixeira dos Santos reiterou que os depósitos "estão protegidos nos termos da lei".
Qual é o montante que os depositantes podem receber?
Nos termos da lei, os clientes com dinheiro em depósitos no BPP podem recorrer ao Fundo de Garantia de Depósitos que assegura o reembolso de até 100 mil euros.
Os clientes podem mexer no seu dinheiro?
Não. Segundo estipulou o Banco de Portugal, e ainda não houve nenhuma determinação em contrário, os clientes do BPP estão impedidos de movimentar as suas contas, pelo menos, até 1 de Setembro.
Os produtos de retorno absoluto são considerados depósitos?
Não. Teixeira dos Santos deixou bem claro que no entendimento do Governo "os produtos financeiros de retorno absoluto não são depósitos".
Quais são as opções para os clientes com produtos de retorno absoluto?
Os clientes que tenham subscrito produtos de retorno absoluto podem, por um lado, exigir o resgate junto do BPP. Em alternativa, poderão transferir os seus títulos para uma nova sociedade que será criada com o objectivo de gerir os activos subjacentes aos produtos de retorno absoluto.
O Estado cobre as perdas em caso de resgate?
Não. Caso os clientes optem por resgatar o dinheiro junto do BPP, apenas terão direito a receber o actual valor de mercado dos títulos. Podem, no entanto, recorrer ao Sistema de Indemnização dos Investidores (SII).
Qual é o montante garantido pelo SII?
O Sistema de Indemnização dos Investidores só cobre 25 mil euros de perdas por titular. Ou seja, se a diferença entre a aplicação inicial e o actual valor de mercado dos títulos superar este montante, o cliente continuará a ter de suportar prejuízos.
O que acontece se optar por transferir o seu dinheiro para a nova sociedade?
Neste caso, o seu produto de retorno absoluto será trocado por um novo título, que será gerido por uma entidade autónoma, que terá como accionistas os principais bancos nacionais.
Como vão funcionar estes novos títulos?
Teixeira dos Santos explicou que os títulos que serão emitidos pela sociedade a criar poderão ser negociados no mercado e serão remunerados anualmente. Também poderão ser convertidos em ‘cash', mas o clientes, neste cenário, ficarão com o valor equivalente à avaliação que o mercado está a fazer do produto.
Os novos títulos vão ter alguma garantia?
Não. A nova entidade que vai gerir os títulos não ficará obrigada a prestar quaisquer garantias aos clientes. "Se houver algum diferencial entre a aplicação [inicial] e o valor dos produtos, quem deve responder são os accionistas do banco", disse Teixeira dos Santos.
Quantos clientes têm produtos de retorno absoluto?
Segundo as indicações do ministro das Finanças, são cerca de 1.800 clientes com produtos de retorno absoluto ou com garantia de capital.
O que vai acontecer ao BPP?
O Estado já disse que não irá injectar dinheiro no banco através do programa de recapitalização. A viabilidade do BPP fica assim entrega à Privado Holding, a accionista do banco. (aqui)

Hienas

Não é fácil ignorar o espectáculo vergonhoso com que os deputados da comissão de inquérito tem tratado o caso! Não me refiro aos trabalhos propriamente ditos, mas sim ao tratamento diferenciado que tem dado aos visados pelo inquérito. A inexplicável deferência, e até submissão, com que os deputados "interpelam"alguns dos principais responsáveis pela roubalheira do BPN, em claro contraste com as inflamadas declarações proferidas nos intervalos para o cigarro da praxe, salta à vista de qualquer um. Ontem, durante a interpelação de Victor Constâncio, foi evidente a total ausência de urbanidade por parte de aqueles que pareciam sofregamente disputar a liderança no campeonato da má educação e arrogância persecutória.
Não restam dúvidas que o poder económico verga tudo e todos. Eventuais facilidades e favores familiares? talvez, nunca saberemos!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Depois da dor o alivio

Dias Loureiro renuncia a cargo no Conselho de Estado
O ex-administador da SLN terá renunciado numa audiência com Cavaco Silva, que teve lugar ao início da tarde, no Palácio de Belém.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fora de tempo

Ter-se remetido ao silêncio na 1ª audição retira muita da credibilidade às declarações que prometem vir a comprometer alguns dos seus colaboradores mais próximos. Oliveira e Costa será imediatamente acusado de estar a praticar uma vendeta contra aqueles que o acusaram.
Ainda assim, muitas alminhas vão ter de recorrer ao velho Lorenin para poder pregar o olho esta noite.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Bem poderia abrir os noticiários, mas não me parece

Gestores do BPP venderam acções dias antes do pedido de ajuda
"Vários gestores do Banco Privado Português venderam as acções que tinham da Privado Holding, dona do banco, dias antes do pedido de ajuda a Vítor Constâncio em Novembro de 2008. As operações custaram no total 14 milhões de euros ao Banco Privado.
Paulo Guichard, Salvador Fezas Vital e Fernando Garcia Lima, antigos administradores do Banco Privado, venderam boa parte das acções que detinham na Privado Holding (que detém o banco), dias antes do pedido de ajuda ao Banco de Portugal.
Segundo soube o Diário Económico, a nova administração da Privado Holding terá mesmo, quando chegou ao grupo, tentado perceber os contornos da operação, precisamente pela coincidência das datas em que as vendas foram realizadas, dias antes de se terem tornado públicos os problemas financeiros do BPP. Não terá sido encontrada qualquer irregularidade."
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Bem sei que os Sres. jornalistas estão sem mãos a medir com o caso FreePort, mas não seria má ideia interpelarem estes Senhores sobre o motivo que os terá levado a tomar tão estranha decisão. No regresso, aproveitem e perguntem ao Presidente da CMVM e Governador do Banco de Portugal se não lhes havia ocorrido que talvez valesse a pena estar atendos às transacções dos referidos títulos.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Daqui não saio, daqui ninguém me tira


As diferenças entre um deposito e uma aplicação parecem ter seguido o mesmo caminho dos muitos milhões que "desapareceram" com a crise. Ainda assim, é irónico que o Sr. Rendeiro (diz que se parecia com o sr. Madoff) esteja de pantufas a assistir tranquilamente ao desespero dos seus ex-clientes, que se vêm obrigados a adoptar medidas mais ao estilo de pensionistas ou trabalhadores em regime de lay-off, do que propriamente clientes do Banco Privado.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O Homem do talho


O Sr. Manuel tem um talho, durante anos vendeu carne de 3ª a preço de 1ª o que lhe deu lucros fantásticos, comprou casa nova, trocou de carro e viveu uma vida regalada, cheia de luxos e extravagancias . Um belo dia, a clientela descobriu que afinal a carne não tinha a qualidade pretendida e era afinal carne de 3ª. O talho viu assim toda a clientela habitual desaparecer de um dia para o outro, estava agora em apuros, não tinha sequer dinheiro para comprar a carne para o seu estabelecimento. Perante esse cenário o dono do supermercado resolve lançar um apelo a todos os seus clientes. Comprem gordura a preço de lombo para ajudar o Sr.Manuel!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mamar num Bode!!

Ricardo Salgado, presidente do BES, disse "Banca pode precisar de mais apoio do Estado".
Revela o Banco de Portugal "Os bancos portugueses estão a cobrar mais pelos empréstimos às empresas e às famílas. De acordo com um relatório divulgado hoje pelo Banco de Portugal, os 'spreads' praticados estão a ser mais elevados, reflectindo o aumento do risco percebido pela banca e a sua maior dificuldade de financiamento. As expectativas de continuação do agravamento desta restritividade, pelo menos, até Março."

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ricas vitimas!!

AQUI está a lista dos clientes que foram "vitimas" de Bernard Madoff. Para quando uma lista dos clientes do BPP?! Já agora publicar uma tabela com a distribuição de dividendos por accionista nos últimos 5 anos..?!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Doce mel...

Apesar de todos nos termos tornado mais ou menos imunes a este tipo de noticias (pelas piores razões, claro está), de quando em vez, lá aparece uma daquelas que nos fazem rir com cinismo! O Sr. Vara é um desses casos. Agora parece que na CGD, o Banco de todos nós, a progressão nacarreira dos funcionários não termina, nem mesmo com a desvinculação dos seus elementos!! É algo assim como a carga fiscal para os contribuintes, mas ao contrário, vai-se subindo na carreira independentemente de já não pertencer ao quadros ou de se estar reformado! Medida doce mas questionável, uma vez que os restantes funcionários do Estado não provam desse mel. Não me passaria pela cabeça que afinal essa medida não fosse aplicada aos restantes funcionários da instituição, mas apenas aos Administradores e afins (Sr.Vara), se assim fosse muito haveria que explicar a este povinho ordeiro e trabalhador.
Aguardemos para ver se esta também vai para os anais da comédia lusitana...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Homens Bons!

«José Silva Lopes voltou a impressionar hoje na SIC-NOT pela crítica serena às ilusões da direita sobre a melhor forma de enfrentar a crise. Diz-me com que economista andas e dir-te-ei quem és.= Bicho Carpinteiro

É sempre delicioso ouvir José Silva Lopes com o seu pragmatismo e simplicidade ímpar, característica de quem já muito viveu e aprendeu a filtrar com uma naturalidade notável o trigo do joio. Não é comum, nos tempos que correm, ver alguém emitir opiniões tão desprendidas de carga ideológica e simultaneamente não ter qualquer receio de afirmar as suas convicções.

Eis um bom exemplo de Ética e Moral para os Gestores e Governantes deste País !!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Marketing em tempos de crise


A Banca tem feito uma triste figura com as novas campanhas de Mkt da era bail-out.
O "Solid has a Rock" do Santander é tão ridículo que faz lembrar aquelas raparigas que apregoam tanto a sua pureza que ninguém acredita nelas!
O Millenium BCP quer tentar transformar um barco de Piratas numa nau de benfeitores honestos e aventureiros!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Caius Julius Caesar

Bastam uns dias fora do País para recuperarmos a nossa capacidade de assombro.
  1. Afinal as grandes fortunas nacionais são um bem a preservar.
  2. Os professores continuam irredutíveis na sua luta em manter o status quo da classe.
  3. O BE assume que não é geneticamente compatível com o exercício do poder.
  4. MFL e o PSD mantém a esperança de se atribuírem a eventual perca da maioria do Partido Socialista (ainda que a ameaça venha da esquerda e não da direita).
  5. O PCP continua, inexplicavelmente, a sobreviver numa espécie de RTP memória.
  6. Na Madeira a obscenidade é tanta que é o próprio PSD que decide censurar o Parlamento.
Citando Caius Julius Caesar (100-44 AC) "Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar."