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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Uma escolha, dois Países

Sócrates esteve francamente bem na entrevista, distendido, mas firme e determinado em acentuar aquilo que separa ambas visões sobre o País queremos. Não são apenas de diferenças de estilo, falamos sobretudo de concepções do que deve ser a sociedade, a família o estado e tudo o resto. Uma visão progressista ou conservadora, um Estado presente ou um Estado débil e progressivamente desmantelado, um País ambicioso ou envergonhado e deprimido? Estas são algumas das escolhas que todos teremos de fazer em breve. Reconheço que não tenho o dom que muitos se arrogam, o dom da objectividade imaculada, da imparcialidade e distancia, de ter uma visão despida de emoções e crenças, não, eu não consigo atingir esse patamar. Para mim, aderir a um dos lados é uma questão intrínseca, no desporto como na vida e, naturalmente, na política, é apenas uma consequência da permeabilidade àquilo que me rodeia. Afinal de contas um homem não é feito de causas?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Mensagem de Belem (não, não é o menino)

Sem querer entrar nos aspectos jurídicos controversos do Estatuto dos Açores, não posso deixar de sublinhar que a questão do veto, re-veto e sucessivos alertas de Belém, já provoca algum constrangimento na generalidade da população. Cavaco Silva, demonstra, uma vez mais, que não está confortável no cargo, apesar da inocuidade que caracteriza o lugar. Falar quando não deve e o seu contrário tem sido uma constante em Belém. A "Magistratura Presidencial" parece estar a esvair-se aos poucos!
Temo que, mais uma vez, o País ficará sem compreender o seu Presidente, venham os eruditos de ofício traduzir a decifrada linguagem de Belém.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Fraco com os fortes e forte com os fracos

Devido aos incidentes houve um reforço policial, mas os agentes não detiveram qualquer dos agressores, limitando-se a afastá-los do local. Segundo testemunhas oculares, os elementos que causaram distúrbios estiveram toda a manhã no jardim perto do TIC à espera que os detidos entrassem nas instalações do tribunal. Os elementos que causaram distúrbios encontram-se neste momento reunidos no mesmo jardim, devendo ser já mais de duas dezenas.
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Os Governos ainda não entenderam a importância que os "pequenos" sinais tem, com eles se educa uma sociedade. O Estado tem a obrigação de enviar uma clara e inequívoca mensagem à colectividade. O incumprimento da lei deve ser punido, independentemente, da gravidade da infracção. O espaço cedido pela autoridade é imediatamente ocupado pela sensação de impunidade e anarquia. Em suma, mais uma oportunidade perdida!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Quo Vadis?

Alunos de escolas básicas e secundárias de vários pontos do país estão hoje de manhã a faltar às aulas e a manifestar-se nas ruas contra as políticas educativas do Governo.

Instalou-se definitivamente o sentimento anárquico nas escolas com manifesta cumplicidade e instigação de aqueles que tudo apostam no sacrifício da Ministra, para que no fim de contas tudo fique na mesma. Quando vemos alunos organizados em bandos a protagonizar tristes episódios, numa espécie de Carnaval antecipado, com a total complacência das escolas é um claro sinal de quem acredita que os objectivos a alcançar justificam os meios. Não admira portanto que dentro das salas de aula os alunos não nutram o devido respeito pela instituição que outrora se fazia respeitar dando o exemplo. É certo que a Ministra poderá até ver-se obrigada a recuar, chegando inclusive a abandonar o cargo para desbloquear a situação, já a marca de todo este processo terá um reflexo dramático no relacionamento entre alunos e professores, com claro prejuízo para ambos!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Alguém viu ou ouviu este sr ultimamente?

Qualquer informação é favor contactar o BdP através do tel. 800-Constâncio, das 10:30am às 11:00am. O País agradece.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Entre Cavaco e a parede

As questões levantadas pela Presidência relativamente ao Estatuto Político-administrativo dos Açores também me parecem pertinentes, apesar de não revestirem da gravidade que lhe foi atribuída. Levantam-se agora vozes críticas quanto à possibilidade de que o Estatuto venha a ser confirmado pela Assembleia da República, acusando o PS por antecipado de ser irascível na sua posição. Importa ter presente que o Estatuto foi aprovado por unanimidade parlamentar, ainda que com um número recorde de inconstitucionalidades, tendo todas as matérias controversas sido devidamente alteradas em conformidade. O que é verdadeiramente incompreensível é que o Presidente mantenha o seu veto político sobre o diploma sem que as questões que lhe causam urticária tenham sido remetidas à apreciação do Tribunal Constitucional, tendo em conta, sobretudo, que o Parlamento fica agora numa situação ingrata, seja qual for a sua decisão. Das duas uma, ou o Presidente quer medir o alcance real das suas posições politicas ou teve receio de perder a face com uma eventual decisão favorável por parte do TC. Para além de Francisco Louça, ainda não ouvi ninguém criticar o Presidente por estar gratuitamente a criar uma situação tensa entre ambos os órgãos de soberania. O País não merece perder energias nem esforços com esta matéria!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Vendo Sangria a preço de Don Perignon!

Governo evita sangria de quadros na função pública
«Receando perder os seus funcionários mais qualificados, o despacho assinado pelo ministro das Finanças deixou de fora os técnicos superiores (trabalhadores licenciados). Assim, dentro do regime geral da função pública, apenas poderá sair do Estado o pessoal menos qualificado(...)» Publico

Não me parece que o Marketing do Governo esteja de tão boa saúde como alguns apregoam por ai, a julgar pela forma como se pretende comunicar esta medida ao Sector Privado!

«Aqui vos entregamos os nossos funcionários
menos qualificados que muito contribuirão para as vossas empresas»

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Reciprocidade Social...?!

Ministro Rui Pereira disponível para ir ao Parlamento após incidente na Quinta da Fonte
"O ministro da Administração Interna manifestou-se hoje disponível para comparecer na Assembleia da República, após um pedido apresentado pelo CDS-PP que quer explicações sobre a situação geral da segurança no país, após incidentes como o registado na Quinta da Fonte, no concelho de Loures.A disponibilidade de Rui Pereira surge após o CDS-PP ter usado um agendamento potestativo (obrigatório) para que o ministro da Administração Interna se desloque à comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais para dar explicações sobre a segurança, incluindo o reforço de meios das polícias."O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, afirmou hoje a sua disponibilidade para comparecer na Assembleia da República, sempre que este órgão de soberania o considerar necessário ou conveniente, tal como sempre tem sucedido", refere um comunicado do gabinete de imprensa do ministério. O agendamento potestativo do CDS-PP surgiu no seguimento dos confrontos com armas de fogo no Bairro da Quinta Fonte, em Loures. Na sexta-feira à tarde, meia centena de indivíduos de dois grupos envolveram-se confrontos com utilização de armas de fogo. Segundo a PSP, foram detidos dois indivíduos e apreendidas algumas armas de fogo e munições de calibre variado. No dia anterior, uma rixa entre dois grupos do mesmo bairro tinha provocado nove feridos ligeiros e danos em várias viaturas. O bairro da Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, concelho de Loures, foi edificado para acolher desalojados pela construção dos acessos viários à Expo 98 e tem actualmente 2500 habitantes."


sei lá, digo eu:

Concordo que a solução não se esgote no realojamento, no entanto, importa não minimizar os seguintes aspectos:

  • Alojamento em habitação digna a custo, praticamente, zero;
  • Instalação de equipamento social nas zonas de realojamento;
  • Atribuição de subsídios vários:
  • Educação e Saúde Gratuita.


Convenhamos que não é pouco! mesmo podendo-se fazer muito mais em prol de uma melhor integração social. Não podemos, porém, continuar a encontrar culpados em todas partes (sobre tudo na sociedade em geral, é uma espécie de sentimento de culpa generalizado) menos naqueles que são individualmente responsável pelos acontecimentos.

O Estado deve dar mas deve exigir mais em troca!!!