sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O tempo de antena de Dias Loureiro

Se Dias Loureiro brilhar na entrevista, como se espera que o faça, a opinião pública ficará razoavelmente "esclarecida" sobre a sua inocência, o que se poderá traduzir numa perigosa diminuição da pressão da comunicação social e da opinião pública sobre o Ministério Público no processo de investigação sobre o BPN (no que toca à sua quota parte de responsabilidade). O julgamento na praça pública tem dois lados perversos e não apenas um!

Nota: Não pretendo decifrar a incompreensível falta de vontade do PS em ouvir os visados no Parlamento sobre o caso em apreço, trata-se apenas de uma leitura diferente daquelas que tenho ouvido recentemente.
22:30
Ouvi com atenção à entrevista a Dias Loureiro e afinal ficamos a saber que, apesar de ter pertencido ao grupo, pouco ou nada sabia sobre o que lá se passava. Ainda assim, não entendo como é que, alguém que alegadamente não tinha qualquer ligação ao BPN, tenha alertado o Banco de Portugal sobre supostos problemas de credibilidade na instituição à qual não pertencia. Insistiu também ter-se desdobrado em esforços para conseguir a entrada da Caixa Galicia no BPN. Soubemos ainda que na viagem a Porto Rico com Oliveira e Costa, que concluiu com a aquisição de 2 firmas, Dias Loureiro não teve conhecimento dos termos em que se realizou a transacção. É caso para se questionar, como é que um homem tão ingénuo e inocente foi capaz de construir uma pequena fortuna com aparente sagacidade!?

4 comentários:

Manuel disse...

Deve haver razões muito fortes para querer evitar essa audição...

JRV disse...

"É caso para se questionar, como é que um homem tão ingénuo e inocente foi capaz de construir uma pequena fortuna com aparente sagacidade!"

Precisamente, meu caro!
Cptos

Anónimo disse...

Tudo bons rapazes… e inocentes!!!

Fado Alexandrino disse...

alguém que alegadamente não tinha qualquer ligação ao BPN

O grupo Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que inclui o banco BPN, apresentou nesta quarta-feira um plano de reorganização das empresas do conglomerado, que inclui a cisão das áreas financeira e não-financeira, além da venda de bens estratégicos do grupo.