segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A fava no Bolo-Rei

(foto plagiada do zédalmeida do pitecos )

Se Cavaco Silva pretendia demarcar-se das "actividades ilícitas" de parte considerável dos seus ex-colaboradores de Governo, não foi feliz. Sobre tudo porque não tinha necessidade de o fazer, pelo menos por agora, considerando que não veio a lume qualquer facto ou suspeita sobre o seu envolvimento no escabroso caso do BPN. Atribuir a sua declaração apenas ao facto de existir uma investigação por parte da comunicação social, parece-me manifestamente exagerado e despropositado. Temo inclusive que as suas declarações possam vir a produzir o efeito contrário ao desejado. Hoje, a palavra Cavaco Silva e BPN devem ter sido publicadas umas dezenas de vezes na comunicação social.

6 comentários:

Alexandre Corrupto disse...

eu por acaso tenho opinião contrária... acho que foi um golpe de mestre...

abraço

Planetas - Bruno disse...

Admito a minha incapacidade em vislumbrar a arte da coisa...!

António de Almeida disse...

O perigo reside a meu ver na eventualidade de vir a ser apurado algo menos lícito, a partir daqui está ligado ao que suceder.

Planetas - Bruno disse...

António, precisamente, não me parece razoável que tenha sido o proprio Presidente que se meteu na toca do lobo! Estou em crer que muita tinta a seu respeito ainda vai correr no processo do BPN.

mdsol disse...

Os rapazes não deixaram a coisa barata! Foi vê-los pulular na década de 80... tomaram o freio nos dentes!
:))

Nuno Castelo-Branco disse...

É o beijo mortal entre a república e os grandes interesses. É que Cavaco, diga o que disser, está, tal como os seus antecessores, profundamente comprometido com o sistema. Não paira acima dele e não é nenhum João Carlos ou Isabel II. Isso é que era bom!