Defendo uma revisão Constitucional que acolha um Tratado que contemple a aplicação de sanções automáticas a Estados Membro cuja taxa de desemprego exceda os 5%, que tenham excedentes orçamentais consecutivos acima de um determinado rácio, que pratiquem dumping social/fiscal e que acomodem políticas discriminatórias e xenófobas...!
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quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Uma dimensão desconhecida...
Admito que ultimamente tenho andado meio atordoado com a sucessão de acontecimentos. Por vezes como um vulgo pugilista que, estando encostado às cordas, procura em vão uma oportunidade para encher os pulmões e recuperar a compostura antes do próximo golpe ser desferido. É difícil encontrar uma narrativa coerente face ao caminho que o País e a Europa parecem ter adoptado. A forma como a crise financeira está a ser encarada pelas suas lideranças seria digna de um episódio da mítica série de televisão The Twilight Zone dos anos 80. Subitamente, todas as características e conquistas, fruto de décadas de avanços e recuos, que permitiram que a União Europeia fosse vista aos olhos do mundo como uma referência de paz e irmandade entre Nações tão díspares, e que permitiram que uma das zonas mais bélicas do planeta vivesse tempos de paz duradoura, se transformassem em pecado capital merecedor de severa punição. Sem querer aprofundar as causas que estiveram na origem desta crise financeira mundial…não deixa de ser incompreensível que, em nome de um pretenso “ajustamento” das economias, se tenha instalado um sentimento unanimista de auto flagelo colectivo, mas sobre tudo, um estranho e assustador Ritual de adoração pela austeridade.
Há quem acredite que apenas nos resta exorcizar os nossos “pecados” com a bênção dos mercados, já eu temo que no final da cerimonia, quando a “causa” tiver perdido os seus fiéis, não haverá forma de reparar o irreparável…!
nos queira convencer
nos queira convencer
sexta-feira, 1 de julho de 2011
A Ferro e Fogo
O clima que vive a Grécia, e que ao que parece ter-se-á instalado de forma permanente nas ruas daquele país, é motivo de natural apreensão. A história parece repetir-se, uma vez mais a Grécia dita o futuro da sociedade moderna e do modelo social europeu, euro inclusive. Não poucas pessoas se apressam a sublinhar e acentuar as diferenças entre ”nós” e ”eles”, como se de um parente afastado leproso com fama de pilha galinhas se tratasse.
O que resulta deveras importante, e onde o nosso futuro se joga verdadeiramente, não é na idiossincrasia e na expressão que cada povo encontra para reagir à progressiva expropriação do seu modus vivendi, mas sim na incompreensível fórmula que tem sido insistentemente aplicada pela UE na Grécia, Irlanda e agora Portugal (outros se seguiram). Não deixa de ser sintomático o facto da última aprovação no parlamento do pacote de austeridade ter desencadeado reacções tão opostas. Jubilo na UE vs desespero na Grécia!
Bem sei que recorrer à analogia do doente peca por falta de originalidade, ainda assim, espelha bem a situação vivida naquele país. É hoje maioritariamente consensual que este antibiótico pode muito bem matar o paciente.
Enquanto isso, e quando apenas iniciamos o tratamento, não é compreensível que ainda tantos depositem tanta fé e esperança numa rápida melhoria…!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Reflexão
Ninguém ignora hoje, que as medidas draconianas que caracterizam as várias versões do PEC não colhem a simpatia do Partido Socialista, muito menos junto dos seus eleitores. Não é menos verdade que o Programa do Partido Socialista voltou para a gaveta tão depressa como dela saiu, em grande parte por força da crise internacional, cuja origem é hoje sobejamente conhecida, apesar de a UE, pouco ou nada ter aprendido com ela. À esquerda, tem havido terreno fértil para que os partidos recuperem os desígnios anti-capitalistas, patronato e até Europeus. Já no espectro da direita, surge uma audaz e original teoria, cuja argumentária coloca na génese do problema «o Estado» e não a total ausência de regras e regulação dos mercados com um evidente deficit de intervenção dos Estados em certos sectores da economia. Chegados aqui, pode-se afirmar com confortável segurança que o Partido Socialista tomou um conjunto de medidas ao arrepio do que havia prometido no programa eleitoral contrariando tudo aquilo que caracteriza a matriz da sua ideologia partidária. Pior, fê-lo sem a convicção de que elas tivessem o efeito pretendido e tantas vezes anunciado «Acalmar os "mercados"». Não podemos, contudo ignorar que se não o tivesse feito, não poderia apresentar-se junto dos seus parceiros europeus e reafirmar o obvio. O problema das dívidas soberanas havia já ultrapassado a dimensão individual dos países e reclamava uma abordagem concertada ao nível europeu pela defesa do Euro e do projecto europeu. Foi um Partido Socialista que, apesar do seu enraizamento popular e defesa de uma sociedade mais solidária, justa e fraterna implementou um vasto conjunto de medidas austeras com efeitos devastadores para a sociedade e para a nossa economia, colocando em causa a sua matriz ideológica, por força da extraordinária situação e face aos desafios em que vivemos. A questão com que nos enfrentamos hoje é a seguinte: Que medidas teria adoptado (adoptará) um partido que se assume com uma ideologia marcadamente liberal e que defende o desmantelamento encapotado do Estado...?
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Feios, Porcos e Mansos
O que é que tem impedido os famigerados PIG´S europeus de se sentarem à mesa e planearem uma ofensiva internacional junto das economias emergentes, leia-se China, Rússia, Brasil entre outros, com o objectivo de vender as suas dívidas soberanas?!Como reagiria a Europa velha e ortodoxa de Merkel, Sarkosy e Trichet perante aquilo que seria uma consequência óbvia, a permeabilidade do mercado europeu a potencias não comunitárias?
Seja como for, uma coisa é certa, se os países do Sul se unissem em bloco, a mensagem seria seguramente mais contundente e eficaz!
Road map to nowhere!
«O presidente do BCE , Jean-Claude Trichet, disse hoje que as reformas propostas pelos países europeus para reforçar a disciplina orçamental não estão a ir "suficientemente longe", especialmente em termos de automatismo das sanções.» aeiouBastaria que fosse anunciada uma revisão dos estatutos do BCE, por forma a adequar o seu papel face à nova realidade internacional, para que os "mercados" recuassem no seu víl ataque ao Euro. O seu Presidente é hoje parte do problema e não da solução!
«A probabilidade de estas novas sanções incluírem a suspensão dos direitos de voto nas instâncias europeias, por parte dos países com maior endividamento e desequilíbrios orçamentais - proposta pelos governos de França e Alemanha, que defendem uma revisão do Tratado de Lisboa.» i .
O processo de integração da extinta RDA na Alemanha Federal apenas foi possível graças ao extraordinário empenho solidário Europeu, porém, hoje o comportamento da Alemanha na crise do euro, em particular, em relação aos países do sul da Europa é manifestamente displicente e contrário aos princípios sobre os quais assenta o projecto de integração Europeia. Sem a aprovação alemã e sem solidariedade europeia, não se pode regular os imprevisíveis mercados financeiros e, assim, a integração europeia não poderá avançar.
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«A Comissão Europeia está a pressionar o Governo português a aplicar rapidamente as medidas de austeridade que constam do Orçamento do Estado para 2011, e quer que o défice orçamental português fique em 2011 ainda abaixo 4,6%.» af.
Mr. José Barroso, o homem que iria enaltecer as "nossas" qualidades lá fora, parece ter digerido com parcimónia o seu papel de pudlle da Chanceler Merkel. A Comissão Europeia parece empenhada em não sair do estado letárgico em que se encontra, apesar dos importantes desafios que enfrenta o projecto Europeu. Enquanto os pressupostos das politicas orçamentais não tiverem em conta a existência de realidades diferentes na zona Euro, os ideais e princípios genéticos da integração Europeia não serão interiorizados pelos cidadãos, o que conduzirá à inexorável desintegração da União Europeia.
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«António Borges considerou que «o problema do défice público é grave, mas é apenas a ponta do icebergue», apontando para «o endividamento gigante» do país e sublinhando que Portugal «tem uma dívida externa para pagar a curto prazo».» af
A mais recente aquisição do FMI aproveita o momento dificil que atravessa Portugal para se mostrar preparado para começar a mostrar serviço. Quem sabe senão será desta que finalmente se concretiza o seu fetiche, governar o país sem passar pelo crivo eleitoral!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Back to Basics
«Numa União Europeia cujos governos são maioritariamente conservadores, até o sueco, é natural que quase todos os Estados membros se sintam obrigados a rever em baixa os seus orçamentos e diminuam o número e os salários dos funcionários públicos, as ajudas para habitação, os grandes investimentos públicos e aumentem os cortes no modelo social. Os mais desfavorecidos são, assim, os primeiros sacrificados. Resta saber quais as consequências que estas medidas vão ter na economia real. Stiglitz, Prémio Nobel da Economia, tem escrito que vão conduzir à recessão e prolongá- -la sem eliminar a crise. Daí a impressão, com que ficamos, a de os economistas europeus - ao contrário dos americanos - não terem aprendido nada com a crise e acharem que, passada a crise, tudo pode ficar na mesma, paraísos fiscais incluídos... Ora, não pode.» Triste União Europeia por MÁRIO SOARES. Artigo imperdível de Mário Soares sobre a deriva da UE e a forma obstinada como os seus líderes conduzem o projecto Europeu para a autodestruição! A UE deve arrepiar caminho e manter-se fiel aos seus princípios fundadores, com uma politica coerente e estratégica quando ao seu futuro e não com medidas hipersensíveis e reactivas à conjectura do momento, se não o fizer, estará irremediavelmente condenada ao seu desmembramento!
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