quinta-feira, 14 de maio de 2009

É preciso fazer um desenho?!

Não é necessário ser um tipo com um notável faro politico ou ter um elevadíssimo sentido de ética para entender que o 1º a tomar uma posição deveria ser o próprio, em vez de se submeter ao escárnio público e ouvir de todos a mesmíssima coisa.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Merece um aplauso com as duas mãos!

Portugal opõe-se a penalizações de ‘downloads’ ilegais
"O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. "Nós somos um país que tem uma história e um regime de estado de direito específicos. Vivemos 48 anos sob ditadura e portanto não compreendemos facilmente soluções que tenham uma leitura censória, em que alguém está a ver o que estamos a fazer"

Bem poderia abrir os noticiários, mas não me parece

Gestores do BPP venderam acções dias antes do pedido de ajuda
"Vários gestores do Banco Privado Português venderam as acções que tinham da Privado Holding, dona do banco, dias antes do pedido de ajuda a Vítor Constâncio em Novembro de 2008. As operações custaram no total 14 milhões de euros ao Banco Privado.
Paulo Guichard, Salvador Fezas Vital e Fernando Garcia Lima, antigos administradores do Banco Privado, venderam boa parte das acções que detinham na Privado Holding (que detém o banco), dias antes do pedido de ajuda ao Banco de Portugal.
Segundo soube o Diário Económico, a nova administração da Privado Holding terá mesmo, quando chegou ao grupo, tentado perceber os contornos da operação, precisamente pela coincidência das datas em que as vendas foram realizadas, dias antes de se terem tornado públicos os problemas financeiros do BPP. Não terá sido encontrada qualquer irregularidade."
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Bem sei que os Sres. jornalistas estão sem mãos a medir com o caso FreePort, mas não seria má ideia interpelarem estes Senhores sobre o motivo que os terá levado a tomar tão estranha decisão. No regresso, aproveitem e perguntem ao Presidente da CMVM e Governador do Banco de Portugal se não lhes havia ocorrido que talvez valesse a pena estar atendos às transacções dos referidos títulos.

Mas afinal quem tem medo do Lobo Mau?!

Sem animo de me desviar do tema em concreto, quero expressar o meu espanto e desilusão por saber que, afinal os Srs. procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria, investigadores do caso FreePort, teriam ficado verdadeiramente intimidados com os "recados" do magistrado que preside actualmente ao Eurojust. A questão que se coloca é se os Srs. procuradores são sequer pressionáveis. Parece que, pelo menos estes, o são, o que é extremamente preocupante tendo em conta o actual estatuto dos magistrados que é suposto lhes conferir um grau de independência e autonomia suficiente que lhes permita desempenhar as suas funções com liberdade e isenção.
Relativamente ao Sr. magistrado Lopes da Mota não nos resta outra coisa que aguardar pela conclusão do processo disciplinar que lhe foi instaurado por existirem indícios fortes de alegadas pressões no referido caso. (Esperemos que seja mais célere que o caso Freeport)
Contudo, parece evidente não existirem já condições para que este se mantenha no cargo, independentemente da justa e legítima presunção de inocência. O magistrado deve por isso suspender o cargo e evitar mais embaraços ao Ministro da Justiça e ao Governo que o nomeou.

Têm sido extremamente lúdico assistir ao facto de muitos daqueles que se hoje se levantam em frenesim para pedir a demissão do visado, foram os mesmos que ontem se batiam pela permanência de Dias Loureiro no Conselho de Estado e justificavam a "protecção" que o Presidente Cavaco lhe deu.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pois não, há politicos presos!

“En cuba no hay presos políticos”
La Unión Europea no logró avances en su intento de convencer a Cuba de mejorar la situación de los derechos humanos en la isla. Así lo reveló el ministro checo de Relaciones Exteriores, Jan Kohout, tras reunirse con su homólogo cubano, Bruno Rodríguez, quien aseguró que en Cuba no hay presos políticos.

Uma sociedade de vitimas e vitimários


Independentemente da "bondade" destas declarações, é difícil, em bom rigor, discordar com as mesmas, sobre tudo depois de ouvir a Elena Roseta ontem no frente a frente da SICNOT a afirmar, vezes sem conta, que a culpa de cada assalto, trafico de droga, multibanco ou bomba de gasolina assaltada a mão armada é de todos, menos daqueles que cometem os crimes.
Chegou mesmo a afirmar que o combate ao tráfego deveria passar pelas rusgas à residência dos ricos que compram a droga e não apenas pelos bairros onde se trafica.
Afirmar que a crise económica é uma das principais causas do aumente de este tipo de criminalidade equivale a dizer que um individuo que assalta multibanco, carjacking ou trafica droga, não o faria se tivesse um emprego das 9:00am às 6:00pm, pagar a renda, transportes públicos com um salário de 500€ mensais.
É verdade que acabar com bairros de lata e atribuir habitações condignas aos seus moradores, atribuir-lhes subsídios, educação gratuita às crianças, equipamentos sociais entre outros benefícios não é a única forma de acabar com a exclusão social, mas convenhamos....Ajuda e muito!
Ser de esquerda não é desculpabilizar o crime e converter um qualquer acontecimento em mais uma oportunidade de atacar às politicas direita, ao capitalismo selvagem etc. Há fenómenos que simplesmente existem e continuaram a existir, independentemente das medidas que os Governos possam aplicar para as combater. O tráfego de droga, crime organizado, prostituição e o vandalismo são exemplo disso mesmo.

Eureka

Bem haja pelo contributo dos especialistas.

Dislates de um ventriluco insular


Das duas uma, ou Guilherme Silva fala enquanto mandatário de Alberto João Jardim, obviando o facto de ser deputado da Nação, ou terá perdido todo o sentido de estado. Aproveitando as tendências politico-gastronómicas, recomenda-se ao Guilherme Silva menos bolo de mel e mais pastéis de natas.

domingo, 10 de maio de 2009

Corre...Chávez...corre!

"Um rico não é um ser humano, é um animal sob a forma humana" Foi esta a mensagem que transmitiu o Terra tenente da Republica Bolivariana de Venezuela aos seus súbditos no seu já habitual e "obrigatório" tempo de antena dominical "Alô Presidente".
Aproveitou também para decretar, por antecipado, o fecho do canal de televisão "Globovision", que seguramente terá o mesmo fim que o já extinto canal RCTV.
A queda internacional do preço do crude começa a já a ter o impacto na revolução socialista de Hugo Chávez. A Sustentabilidade do seu governo está assente numa mescla de autoritarismo militarista, Estado providencial e muitos...muitos Petro-dólares para manter tudo na ordem. Contudo, o futuro do projecto Revolucionário de Hugo Chávez não se vislumbra muito promissor, a troca de Bush por Obama na Casa Branca e a queda abrupta do preço do petróleo parece que empurraram Hugo Chávez numa perigosa/clássica fuga para a frente, com o aumento da radicalização social e politica, perseguição a opositores, numa desesperada/enérgica procura de novos álibis, arqui-inimigos e culpados de todos os graves problemas internos que o País atravessa (com clara tendência a agravar-se), há pelo menos uma década sob o seu governo, apesar dos colossais rendimentos petroleiros.

Já agora, gostaria de conhecer a opinião de "los hermanos" Camaradas do Partido Comunista.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Daqui não saio, daqui ninguém me tira


As diferenças entre um deposito e uma aplicação parecem ter seguido o mesmo caminho dos muitos milhões que "desapareceram" com a crise. Ainda assim, é irónico que o Sr. Rendeiro (diz que se parecia com o sr. Madoff) esteja de pantufas a assistir tranquilamente ao desespero dos seus ex-clientes, que se vêm obrigados a adoptar medidas mais ao estilo de pensionistas ou trabalhadores em regime de lay-off, do que propriamente clientes do Banco Privado.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A arte de fabricar notícias

Cavaco não descarta Bloco Central na TSF.
Bem poderia ter sido "Cavaco não descarta um governo de coligação com o PCP" A credibilidade dos média está hoje ao nível das previsões do Instituto de Meteorologia ou mesmo das agências internacionais de rating.

Sequestro em Belém

Cavaco Silva mantém confiança em Dias Loureiro
"O Presidente da República reiterou hoje ter respeito por todos os conselheiros de Estado, depois de Dias Loureiro ter voltado a prestar declarações no Parlamento."

A confiança no Presidente é proporcionalmente inversa àquela que ele têm pelo seu Conselheiro Dias Loureiro.

O meu futuro pertence-vos

Dizem as más línguas que o meu vizinho do 4ºB quer-se mesmo divorciar da mulher. Espero que se lembre de incluir esse assunto nos pontos a discutir na próxima reunião de Assembleia de Condomínio. Ganhe coragem sr. Alegre!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ingredientes políticos ao rubro






Depois da água de Vital e do Vinho de Sócrates, foi a vez da Maizena do Rangel...!

Diga lá Sr. Conselheiro afinal de que se lembra

Imagem gentilmente "cedida" pelo Zé.
Vem agora o Exmo. Sr. Conselheiro de Estado afirmar que teria recusado participar num negócio, onde supostamente apenas teria ido viajar na qualidade de Escort de luxo do Sr. Oliveira às Caraíbas, se Vieira Jordão tivesse sido "peremptório" na oposição à compra de duas empresas, apesar de afirmar que assinou os contratos porque confia nos seus colaboradores. Porque razão não confiou em Vieira Jordão que era o responsável pela área na Sociedade Lusa de negócios?!
Porque apenas se recorda de factos relacionados com aqueles que vem agora denunciar a sua participação num negócio fraudulento e ruinoso para o BPN e por acréscimo para os contribuintes?!
O PSD, após largos meses de ter vindo a lume o escândalo relacionado com o Sr. Conselheiro de Estado, tenta agora demarcar-se do seu Delfim numa clara tentativa de não vir a perder a face aos próximos processos eleitorais.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Em tal dia como hoje...

1531.- O Português Martim Afonso de Sousa desembarca no lugar que, mais tarde seria conhecido como Rio de Janeiro.


1789.- George Washington é juramentado como o 1º Presidente dos Estados Unidos.



1803.- Napolião Bonaparte vende a Luisiana aos EUA por 80 milhões de francos.

1911.- O Tribunal Constitucional de Portugal reconhece às mulheres o direito ao voto.



1945.- Adolf Hitler suicida-se no seu “búnker” de Berlín, juntamente com a sua mulher Eva Braun.


1949.- Nasce António Guterres, ex primeiro ministro e presidente da Internacional Socialista.



terça-feira, 28 de abril de 2009

Ligue que ela explica...

Diz que sabe o que pensa, mas não pensa no que diz. Agora, finalmente todos teremos a oportunidade de ligar para conhecer o pensamento por detrás das palavras.

A boa moeda na política

Instrumentalizar Abril
"Este Governo já foi acusado de muita coisa, justa e injustamente. Mas nunca tinha sido acusado de fazer perigar o regime democrático. Num discurso na Assembleia da República no dia 25 de Abril, o cabeça de lista para as eleições europeias do PSD Paulo Rangel veio, a pretexto do crescimento da dívida pública, acusar o Governo de "renegar às gerações futuras... o bem da liberdade" que Abril conquistou. E como é que o Governo do PS estria a querer minar a democracia portuguesa? Roubando"a liberdade de escolha às gerações futuras" com o seu "programa de grandes obras públicas" porque este deixaria "uma dívida monstruosa".Vamos a ver se percebemos: estamos em crise. A receita baixa. A despesa sobe, nomeadamente em consequência das medidas de protecção social aos desempregados e outras para combater a crise. Até há alguma margem de manobra, já que o Governo do PS conseguiu diminuir consideravelmente o défice orçamental - esse sim, monstruoso - deixado pelos Governos PSD: Portas/Santana/Durão. O Governo aproveita essa margem e prevê o aumento do endividamento para estimular a economia. Nesta altura, quais são os Governos nos países ocidentais (e não só) que não se endividam para atacar a crise? Mas explicar isto às pessoas complica e densifica a mensagem. E o PSD não acredita em mensagens complexas. Em conteúdos. Tem os eleitores em pouca conta.Mais. Como o PSD do Dr. Rangel sempre defendeu precisamente as políticas económicas neo-liberais que mergulharam na crise Portugal e o mundo, é preciso lata para agora atacar o Governo do PS, quando este toma decisões difíceis - e necessárias - para tentar amortecer a queda e relançar a economia. É triste ouvir o Dr. Rangel instrumentalizar o 25 de Abril para fins eleitoralistas. Será pouco apego às liberdades que declara estarem em perigo, ou pouco respeito pela Revolução que as implantou?"
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Não poucos reclamávamos que Ana Gomes fazia falta na política nacional. Sendo certo que foi muito o que contribuiu no Parlamento Europeu, não é menos verdade que a sua determinação e clareza representa hoje uma clara mais valia, não apenas para o PS, contra quem se manifesta, não poucas vezes (Voos da CIA), mas sobretudo para o País em geral. Estou seguro que o debate politico será mais elevado e transparente com a participação de Ana Gomes nas Autárquicas.

Cohen ataca de novo

Delicious Journeys Through America for the Purpose of Making Heterosexual Males Visibly Uncomfortable in the Presence of a Gay Foreigner in a Mesh T-Shirt aqui

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mario Crespo no País das Maravilhas


Os bons e os maus
"Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa.
Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais. Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas. Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem". Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores. Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.
Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril."
Sinceramente, após ter visto a notícia da 1ª página do Expresso pensei, bem, vou aguardar para ver se Mário Crespo vai fazer alguma referência a esta noticia"abonatória" do caso Freeport.
Mário Crespo não resistiu e o seu alter ego Super Mário, veio novamente ao ataque contra o vilão Zé Sócas entre acusações de censura, perseguições judiciais, intimidações, açoites e todo o tipo de práticas malévolas, ainda teve tempo para fazer 5 referências ao caso Freeport. Super Mário, tão atarefado que estava a tratar de salvar os oprimidos e perseguidos jornalistas não se lembrou foi de se pronunciar sobre às recentes declarações ao DVD, que passou de notícia escaldante, há apenas uns dias, a ser tratado como noticia de obituário.