terça-feira, 28 de abril de 2009
A boa moeda na política
Cohen ataca de novo
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Mario Crespo no País das Maravilhas

"Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa.
Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais. Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas. Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem". Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores. Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.
Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril."
Há um virus à solta em Belém
Em declarações à agência Lusa feitas na sequência da entrevista à SIC, Manuela Ferreira Leite considerou que a hipótese de admitir um Bloco Central é "uma interpretação abusiva" das suas palavras.
"É uma interpretação abusiva porque como é sabido sempre recusei a hipótese de um governo de Bloco Central", declarou a presidente do PSD."
Perna de Pau
Liberdade para sonhar
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Esta é boca da reacção
Cada crise tem o seu carrasco
Foi dito que Sócrates victimizou-se porque voltou a dizer o que já havia dito relativamente ao caso FreePort. Se o 1º Ministro não se tivesse referido ao caso FreePort seguramente teria sido acusado de ter condicionado a entrevista no canal público, e que esse deveria ter sido justamente o tema central de todos os esclarecimentos.
Crise
Houve quem criticasse o facto de não terem sido anunciadas medidas que permitissem por cobro à crise financeira que o País atravessa. Relativamente à crise financeira, se Sócrates tivesse anunciado novas medidas económicas e sociais, não faltaria que o acusasse de ser irresponsável, populista, demagogo e eleitoralista.
Cavaco Silva
Sobre as declarações de Cavaco Silva, Sócrates teve particularmente acutilante na forma directa como pretendeu delimitar o espaço de manobra do Presidente relativamente ao combate político.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Outras leituras

A COOPERAÇÃO ESTRATÉGICA SEGUNDO CAVACO SILVA
"Até agora não entendi muito bem o que Cavaco Silva e esposa entendem por cooperação estratégica, a não ser que seja o governo fazer tudo o que Presidentes e assessores querem. Cooperação estratégica não deve ser mandar os assessores fazerem intriga nos jornais e muito menos dar pequenas palmatoadas inesperadamente no meio de discursos públicos.
Está na hora de Cavaco Silva explicar aos portugueses o que pretende, se ajudar o país como prometeu na campanha eleitoral ou usar os recursos públicos da Presidência da República para engrandecimento da imagem provinciana que faz de si próprio. Se Cavaco Silva quer fazer o papel de oposição que o faça de forma frontal e com competência, de má oposição já basta a que temos."
"O PR Cavaco e Silva, diante de uma audiência de empresários e gestores cristãos criticou os "empresários e gestores submissos ao poder político" e os "agentes que beneficiaram do status quo - e que tiveram um papel activo nesta crise financeira - continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas, quer pela sua dimensão económica, quer pela sua proximidade ao poder político". Implícita estava, a denúncia dos agentes do poder político atreitos a promiscuidades com tal nata empresarial... O PR sabia, por saber feito de experiência própria, do que falava. E falava para uma audiência aquiescente, devidamente abrilhantada por um dos expoentes máximos desse conúbio condicionante: Durão Barroso.Pena é que ainda não tenham passado do reconhecimento dos seus pecados a qualquer elementar acto de contricção: o Presidente, por exemplo, esperará fúria divina para mandar Dias Loureiro saltar do Conselho de Estado?"
Manifesto - Jovens que Pensam
Passo então a enumerar os outros “Jovens”:
2. Ricardo & Co - Patiodasconversas
3. João - Juanito´s way
4. Maria - Menina Lasciva
5. Adolfo Mesquita Nunes & Co - Delito de Opinião
6. Isabela - O mundoperfeito
7. Miguel e Alice - Fantástico Melga
8. Isabel Coutinho - Ciberescritas
9. Catarina Campos - 100nada
O mal amado
É verdade que não foi sequer convidado, mas uma aproximação arrojada, livro em mão, foi suficiente para obter a dita fotografia que deu finalmente a volta ao mundo e permitirá a Hugo Chavez completar o seu álbum fotográfico. A fotografia de Obama ficará seguramente ao lado de figuras tão carismáticas como Sadam Hussein (RIP), Mahmoud Ahmadinejad, Omar al-Bashir , Fidel Castro e Alexandr Lukashenko, entre tantos outros ao longo dos primeiros 10 anos à frente dos destinos da Venezuela.
O Binómio de ouro
Se por um lado Sócrates atravessa um período difícil, não é menos certo que, provavelmente levará o melhor da situação. Cavaco não foi eleito para governar, a sua Magistratura, ao contrário do que tem sido dito, não é, nem pode ser exercida como se o cargo de 1º Ministro lhe fosse subalternizado. A cada um compete desempenhar funções distintas, de Cavaco espera-se que seja um garante da estabilidade democrática, um elemento aglutinador de esforços à margem de todas as diferenças politicas.
De Sócrates, espera-se que cumpra o seu mandato nos termos em que foi escolhido pela maioria dos votos, espera-se que o faça independentemente da falta de concordância do Presidente da Republica sobre assuntos considerados relevantes para o País .
Não é menos certo que ambos serão julgados pelo seu desempenho e é aí que a porca torce o rabo. Resta saber se Cavaco Silva está disposto a ocupar o espaço político da oposição em geral e do PSD em particular, dando o mote politico para os combates eleitorais que se avizinham, sob pena de, in extremis, comprometer a sua reeleição.
Uma coisa é certa, se Sócrates chegar ao fim do ano com uma vitória sem renovar a maioria e após ter combatido politicamente MFL e Cavaco, estaremos perante um nado morto, um Governo condenado a desaparecer.
As cartas estão lançadas, vamos aguardar pelo River.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
A arte de falar e dizer muito pouco
quarta-feira, 25 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Dom Manuel e Companhia
Trilha insanamente ruas e ruelas, sempre na companhia da sua sempre fiel e devota ajudante, a quem nunca lhe falha a voz nem a vontade de manifestar o seu incondicional apoio e infinita admiração pelo seu complacente fidalgo.
Pavonismo politico
Este Post acertou na mouche......só peca por brando!!
Maniatados ou assustados?!
Não sou fundamentalista relativamente às questões de segurança ao ponto de defender um Estado Securitário, mas convenhamos que quando um grupo considerável de indivíduos mal humorados anda em plena luz do dia aos tiros no meio de Lisboa e a policia não faz uma detenção nem é apreendido um canivete, alguma coisa de muito grave se passa no País.
É bem sabido que somos um País de brandos costumes, mas estou em crer que não basta à polícia chegar ao local dos acontecimentos e convencer pacata e amistosamente os criminosos a regressar às suas casas, não vá alguém morrer na escaramuça. Nos dias de hoje, maior é a preocupação dos agentes em cair na trituradora da Comunicação Social e das muitas Associações defensoras dos “oprimidos”, sob acusações de maus-tratos e uso excessivo da força que conduzem inexoravelmente a processos disciplinares e averiguações.










