À direita, o objectivo de alcançar o poder é suficiente para dissipar quaisquer desencontros ideológicos (recente coligação PSD – CDS/PP). Nos partidos de esquerda, a possibilidade de alcançar o poder provoca um bloqueio inultrapassável, desencadeado pela impraticabilidade na aplicação de verdadeiras politicas de governo, em contraste com aquelas defendidas na oposição (o Zé do BE). Estamos, então, perante uma questão intrínseca aos partidos de esquerda esquerdas.
Não admira, portanto, que na Europa os governos de esquerda estejam condenados a governar por períodos breves e permanentemente fragilizados pela polarização à sua esquerda (formação do novo partido dissidente do PS-França).
Manuel Alegre faz jus à essa teoria.
Após ter tentado, sem êxito, ocupar o cargo de Secretário-geral do PS e a Magistratura de Belém, apenas lhe resta lutar contra o seu próprio partido, mesmo que isso favoreça claramente o PSD. Manuel Alegre, junta-se assim aos que não querem governar e preferem conquistar protagonismo. Veremos agora as "esquerdas" a desferir inclementes ataques contra o PS e o Governo que terminaram, muito provavelmente, com a perca da maioria absoluta do PS, cujo troféu será reclamado com sofreguidão por todos (PCP, BE, “Manuel Alegre”, PSD e CDS-PP).
Não admira, por isso, que o Pragmatismo da Direita aproveite a Vaidade da Esquerda!