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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma dificíl escolha

Cavaco pede “elevação no debate”
Na vérpera do debate, que será sem dúvida o mais esclarecedor, entre MFL e José Sócrates, e após a semana catastrófica, Cavaco Silva vem ao auxilio da sua delfim e pretende com estas declarações lançar poeira ao pedir elevação no debate (apenas falta o mas importante entre PSD-PS e nos restantes a elevação tem sido uma constante), como se pretendesse justificar a mediocre prestação de MFL com a falta de elevação por parte daqueles que a ela se opõe.
Cavaco Silva está dividido entre o partido e a Presidencia da Républica, caminha a passos largos para ficar na história como o primeio Presidente da Républica não reeleito!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

E a coerência...operário combatente?!

Jerónimo de Sousa, pela segunda, mostrou total incapacidade (ou vontade, sequer) em denunciar as politicas da direita e defender os seus ideais Comunistas. Foi assim perante Paulo Portas e hoje com Manuela Ferreira Leite. Devia-o ao seu partido e sobretudo aos seus militantes!!

Separar o Trigo do Joio

É sabido que tanto Sócrates como Louça estão habituados a resistir às farpas um do outro, atendendo aos acessos debates travados no Parlamento. No entanto, existe um elemento novo que terá sido crucial no debate de ontem, Louça, provavelmente pela primeira vez, teve de defender um programa de governo do BE. Sócrates conseguiu habilmente expor as muitas fragilidades de um partido, que afinal de contas, se viu obrigado a sair da sua zona de conforto (partido de protesto e de causas) ao apresentar soluções verdadeiramente alternativas. Eis então que vimos uma prestação francamente aquém daquilo a que nos tem habituado Francisco Louça. Sócrates conseguiu demonstrar que o voto útil não é apenas uma questão de retórica oportunista é um facto insofismável e que o entendimento à esquerda com o BE não é, nem seria, tarefa fácil (ao contrário do CDS-PP). Sócrates conseguiu assim passar uma prova que se antevia particularmente difícil com mestria e habilidade, resta-lhe agora o confronto com Manuela Ferreira Leite, sendo que as expectativas à partida são perigosamente altas para José Sócrates e confortavelmente baixas para Manuela Ferreira Leite.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Porque te Callas?!

A ex-deputada do CDS/PP, Manuela Moura Guedes (MMG), esticou a corda na TVI. Jornalista na mesma casa onde existia um chefe muito dedicado, José Eduardo Moniz (JEM), MMG levou até ao extremo uma “linha editorial” particularmente interessada num só homem e num só partido. Recentemente tornou-se óbvio que poderiam ocorrer modificações importantes na estrutura accionista da empresa. Pressão político-mediática, exercida para tentar envolver o PS nessas modificações accionistas, acabou por impedir uma empresa com capitais públicos de fazer o seu negócio nesse caso. Outra empresa aproveitou a circunstância e comprou uma fatia interessante da TVI. Entretanto, JEM saíra da TVI, com uma indemnização razoável. MMG apressou-se a esclarecer que isso não a afectava nada. Mas é claro que o quadro de “estabilidade protegida” de que gozava MMG podia vir a ser afectado. JEM reconheceu que sempre sentira dificuldades (manifestações de desacordo) por causa da linha editorial da estação, incluindo o jornal de MMG. Mesmo na TVI, qualquer espectáculo acaba por cansar: o Big Brother também teve os seus momentos de glória. A ex-deputada do CDS/PP, MMG, gosta de fazer acontecer, em vez de esperar que chegue o seu dia. Acrescentar algum vinagre na ferida podia dar bons resultados: uma ideia interessante seria provocar, talvez mesmo insultar, os seus patrões. Declarou: “Só se fossem muito estúpidos é que me tiravam do ar”. Provavelmente poucos patrões engoliriam o desafio. E provavelmente isso foi calculado.
Os resultados começam a aparecer. A primeira parte já está: a vingança política. Servir à oposição a oportunidade de mais uma calúnia é a primeira fatia. A oposição aproveita sem qualquer pudor: não se sente obrigada a fundamentar nada do que diz, só lhe interessa poluir. Mas talvez MMG possa esperar mais resultados. Uma indemnização, um destes dias?
A pergunta a fazer é sempre cui bono? Quem beneficia com isto? Quem precisa de que a campanha eleitoral seja isto, em vez de discussão dos programas e da obra de cada um? Quem quer calar os sinais de que Portugal é um dos países que melhor enfrentaram a crise? Quem acha que só pode ganhar com uma campanha de calúnias? powered by Simplex
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Cenas dos próximos capítulos:
Ainda vamos ouvir a MMG a denunciar o roubo das provas que incriminariam José Sócrates no caso FreePort.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As audiências descem e a abstenção aumenta

Quarta, 2 – Sócrates-Portas (TVI);
Quinta 3 – Louçã-Jerónimo (SIC);
Sábado 5 – Sócrates-Jerónimo (TVI);
Domingo 6 – Louçã-Ferreira Leite (TVI);
Segunda 7 – Portas-Jerónimo (SIC);
Terça 8 – Louçã-Sócrates (RTP);
Quarta 9 – Ferreira Leite-Jerónimo ( TVI);
Quinta 10 – Portas-Ferreira Leite (RTP);
Sexta 11 – Louçã-Portas (RTP);
Sábado 12 – Ferreira Leite-Sócrates (SIC).
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...ainda assim, estarei em contra-ciclo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Uma escolha, dois Países

Sócrates esteve francamente bem na entrevista, distendido, mas firme e determinado em acentuar aquilo que separa ambas visões sobre o País queremos. Não são apenas de diferenças de estilo, falamos sobretudo de concepções do que deve ser a sociedade, a família o estado e tudo o resto. Uma visão progressista ou conservadora, um Estado presente ou um Estado débil e progressivamente desmantelado, um País ambicioso ou envergonhado e deprimido? Estas são algumas das escolhas que todos teremos de fazer em breve. Reconheço que não tenho o dom que muitos se arrogam, o dom da objectividade imaculada, da imparcialidade e distancia, de ter uma visão despida de emoções e crenças, não, eu não consigo atingir esse patamar. Para mim, aderir a um dos lados é uma questão intrínseca, no desporto como na vida e, naturalmente, na política, é apenas uma consequência da permeabilidade àquilo que me rodeia. Afinal de contas um homem não é feito de causas?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Respire profundo, imagine que está na praia...

Confesso que este caso das suspeitas de escutas, boatos, rumores e diz que disse, entre São Bento e Belém não me deixa de causar perplexidade. O Assessor anónimo do Sr. Presidente que veio dizer que tinha a certeza que alguém do PS ou Governo andaria a escutar os membros da Casa Civil da Presidência da República, após ter sido desmentida a noticia de que dava como certa a colaboração directa dos seus membros na elaboração do programa de governo do PSD de Manuela Ferreira Leite, é no mínimo uma aberração que mais parece encomendada por que deseja denegrir a imagem da Presidência. Contudo, manda a prudência, nunca subestimar a estupidez humana. Relativamente ao PS, e à sua pretensa indignação sobre a possibilidade de que o PSD esteja, ou venha, a receber contributos por parte dos homens mais próximos do Presidente Cavaco (Não, não me refiro a Dias Loureiro), é um grosseiro tiro no pé. Não me refiro apenas ao absurdo que seria pensar que quem hoje está próximo de Cavaco estaria, portanto, mais longe do PSD. Julgo, sobretudo, que o PS deu uma demonstração pública de reconhecimento de mérito e credibilidade aos membros da Casa Civil de Cavaco Silva. Parecem sofrer da síndrome de carência de iodo, provavelmente por falta de Férias de Verão devido à proximidade das eleições!
Um conselho:
Aos assessores de Cavaco - Saiam mais vezes da garagem onde está o Jipe do Sr. Presidente e larguem os projectos de lei para dar um mergulho nas águas Algarvias.
Aos guardiões oficiosos do PS - Não temam, não será de Belém que virão as fórmulas milagrosas para uma alternativa de Programa de Governo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mais vale começar a aproveitar os ventos de verão enquanto sopram de feição

«Portugal não sairá desta situação difícil se ficar entregue ao queixume, à lamúria ou aqueles que escondem as cartas bem junto ao peito, porque têm vergonha das suas próprias ideias.»

Punch line do peso pesado, António Vitorino do PS, na 1º edição do Avançar Portugal.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Desta vez a gripe já não pega!

«Aguiar Branco substitui Ferreira Leite na reentreé tradicional do PSD»
O presidente da distrital, Medes Bota, escusou-se a comentar a ausência da líder nacional do partido, remetendo para declarações anteriores, nas quais explicou que não convidou a líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, para a Festa do Pontal para evitar “equívocos e contradições”.
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É sempre bom assistir a um momento raro de sinceridade politica, Mendes Bota admite preferir que a sua líder não se dirija aos seus companheiros de partido por ter (fundado) medo das asneiras de Manuela Ferreira Leite. A coisa fica ainda mais complicada, quando chegar o momento de convencer os seus militantes que, apesar de tudo, é melhor votar no PSD de Manuela Ferreira Leite. Recomenda-se a Mendes Bota que, para a próxima vez, estenda o convite a Pacheco Pereira para que possa fazer de ponto, mesmo atrás do palanque.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eu sei o que não fizeste no Banco de Portugal..!!

Na senda da verdade, MFL vem sugerir uma avaliação parlamentar do estado das contas públicas. Uma táctica pouco elaborada mas sempre tentadora para quem continua a apostar na descredibilização do actual Governo em detrimento da apresentação de verdadeiras soluções alternativas para o país. Não foi particularmente feliz, sobre tudo vindo de quem gosta que lhe seja reconhecida seriedade e sobriedade. Rasgará instituições como o INE e o Banco de Portugal (que a tem acolhido sempre que regressou dos cargos políticos que ocupou) de reconhecida independência que tem como atribuições avaliar e monitorizar as contas públicas, se chegar ao poder? Será que, aguardar pelo crescente desgaste do actual governo, seja pelo agravamento da crise internacional, seja pelos inclementes ataques dos partidos à esquerda do PS, vai ser suficiente para lhe garantir um lugar ao sol? Há muito que é sabido que as eleições não se ganham, perdem-se, e a julgar pela proximidade das eleições, essa parece ter sido o caminho escolhido pelo PSD, veremos o que pesa mais, se a crispação e animosidade instalada na população em geral, ou a lucidez de não desejar para o futuro aquilo que desprezamos no passado.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Srª Leite, a saúde está primeiro!

«Não prometo nada que não tenciono fazer e digo apenas aquilo que considero possível fazer e que está de acordo com as prioridades que o País enfrenta (...) eu como potencial responsável por um governo não devo, não quero nem faço promessas que não tenciono cumprir por não ter essa possibilidade», afirmou Manuela Ferreira Leite, questionada sobre os grandes projectos de obras públicas. na TSF

É impressão minha ou a Sr.ª está a dar perturbantes sinais de incoerência? Parece ter desenvolvido um síndrome de turvação mental que lhe dificulta o raciocínio, estas últimas declarações parecem confirmam isso mesmo. Já todos ouvimos dizer que a arte da politica é falar muito sem nada dizer, mas isto transcende, e muito, essa crença.
Por isso, não quero deixar de enviar os sinceros votos de uma rápida recuperação, pelo menos a tempo de esclarecer os Portugueses sobre o que pretende fazer neste país.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Back to the Future

A presidente do PSD prometeu hoje mudar os estatutos do aluno e da carreira docente, o sistema de avaliação dos professores e aliviar a carga burocrática a que estão sujeitos, caso vença as eleições legislativas.
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Esta declaração insere-se na Politica de Verdade® de MFL, um compromisso de que o país regressará aos tempos em que MFL liderava as politicas educativas à frente do Ministério de Educação, ao lado do então 1º Ministro Cavaco Silva. Temos assim uma visão alternativa de futuro com sabor a passado!

sábado, 27 de junho de 2009

Legislativas fora das autarquicas

Cavaco marca legislativas para 27 de Setembro
O anúncio sobre a data das eleições legislativas foi feito hoje às 13h00 no Palácio de Belém pelo Presidente da República , Cavaco Silva.
Com legislativas em Setembro e Autárquicas em Outubro chegou o momento para afinar as maquinas de campanha e começar aquele que se prevê seja um duro combate politico. Cavaco resistiu assim à tentação de ceder aos desejos de MFL, muito provavelmente devido às suas recentes posições sobre o caso TVI/PT.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Censura no relvado

ND.- Mostrando su oposión al actual gobierno, jugadores de la selección nacional de fútbol de Irán llevaron en el comienzo del partido que disputaron contra Corea del Sur unas muñequeras verdes, color que representa a Mir Hossein Musavi. Sin embargo, para el segundo tiempo del partido clasificatorio para el Mundial de 2010, éstas habían desaparecido y según una periodista de la ABC, “los jugadores han sido forzados a quitarse las muñequeras".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sócrates agradece

Há coisas que nunca mudam, por mais voltas que o mundo dê. O PSD e o CDS nada parecem ter aprendido com o desastre da sua ultima governação, pretendem tomar o poder com as mesmas figuras responsáveis pelo descalabro em que o Pais se afundou nos últimos tempos é a constatação da extrema dificuldade que a direita não se consegue reinventar e apresentar uma verdadeira alternativa de governo.
Para quem tinha esperanças de uma nova direita, a votação favorável da moção de censura ao governo apresentada pelo CSD não passa de uma tentativa de ensaiar o regresso aos tempos de Santana/Portas, agora com MFL, ainda por cima menos lúdica que o seu antecessor. Apartes fora, não tenho qualquer dúvida que esta aliança parlamentar vem mesmo a calhar a Sócrates que vai, seguramente, sublinhar o óbvio – lá estão os mesmos de sempre a tentar sofregamente lutar pelo poder.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Forma vs Conteúdo

Falar em maioria parlamentar em vez de absoluta, nem é um equivoco nem é inocente. O PS evitará expressões "absoluta, determinação, firmeza, maioria etc..." e opta por utilizar termos mais institucionais e suaves para dizer exactamente o mesmo. O partido dá os primeiros sinais com um registo mais suave e menos arrogante perante um eleitorado bastante céptico e crispado com a sua governação.